Justiça suspende divulgação do gabarito do Enem

A determinação da Justiça pela suspensão do exame partiu da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Ceará.

A Justiça Federal do Ceará, por meio da juíza da 7º Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia, determinou a suspensão da divulgação do gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 nesta terça-feira, 9. Segundo o Ministério Público Federal do Ceará, a juíza considerou importante que o gabarito não seja divulgado, porque poderá acarretar ânimos acirrados entre os candidatos eventualmente aprovados e aqueles que não obtiveram resultado positivo.

Pela decisão, também estão suspensos o recebimento de requerimentos administrativos de qualquer aluno prejudicado ou não, seja por preenchimento do cartão de resposta, providências administrativas de guarda e tratamento do material utilizado no exame, e ainda, a realização das etapas que antecederem a publicação do resultado final. A determinação da Justiça pela suspensão do exame partiu da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Ceará, quando o procurador da República Oscar Costa Filho questionou a segurança do Enem.

Durante a manhã desta terça, o ministro da Educação, Fernando Haddad, condicionou a divulgação do gabarito do Enem ao aval da Justiça Federal cearense. Ele disse que havia entrado em contato com a juíza e “feito um pedido formal” para que ela se posicionasse até o final da tarde “sobre o não impedimento da divulgação do gabarito e da entrada no ar do portal”.
O ministro estava otimista que a juíza não impedisse a divulgação do gabarito. “Não creio que isso aconteça, porque é um direito dos estudantes que estaria sendo cerceado”, pontuou.    

Erros – Entre os erros apontados pelos candidatos que se submeteram ao Enem estão a impressão errada nos cartões de respostas e em parte do caderno de perguntas. Já no cartão de respostas havia discrepância no cabeçalho do gabarito. 

As 45 questões de ciências humanas estavam sob a tarja ciências da natureza e vice-versa, o que causou dúvidas.
No caderno de perguntas, milhares de pessoas que se submeteram às provas encontraram folhas do caderno de prova amarelo misturadas com folhas da prova branca. Com isso, estudantes se depararam com questões repetidas ou ausentes.  

Fonte: Agência Estado

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O MEC defendia que as provas fossem integralmente anuladas para os 639 alunos do colégio cearense e que eles voltassem a prestar o exame no final de novembro, quando as provas serão aplicadas à população carcerária.
Para saber se foi bem ou mal, o candidato precisa comparar seus resultados em uma escala que varia em cada uma das provas.
Foram analisadas as 116.626 atas dos locais de prova, com o objetivo de identificar os estudantes que, por algum motivo, não tiveram suas provas com problemas de impressão substituídas.