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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 04:24

Orquestra Santo Antônio da Música é assunto no JN

A população de cidade de Conceição do Coité se emocionou com a presença da Orquestra Santo Antônio da Música no JN

Santo Antonio da Música no Jornal Nacional

A determinação de alguns brasileiros levou música erudita até uma cidade do semiárido baiano. E esse esforço é o resultado da beleza de povo que o Brasil tem.

Se deixar, ela passa o dia inteiro tocando. O violino, que só conhecia de ouvir falar, é companhia quase inseparável nessas férias.

“A primeira vez que fui apresentado a ele já gostei só de ver. Quando tirei o primeiro som, me apaixonei”, conta Íris, de 14 anos.

A paixão de Michaela, que tem nove anos, é pela flauta transversal. André e Letícia, pelo violoncelo.

“Meu pai no começo não gostava, porque é um instrumento que só faz base. Aí, eu disse: ‘Mas, painho, é um som bonito, eu gostei, eu vou fazer’”, relata Letícia, de 15 anos.

Hoje, ela se orgulha de fazer parte da orquestra infantil do bairro, um dos mais pobres da cidade de Conceição do Coité, no semiárido baiano.

O único adulto do grupo é o maestro Josevaldo, um autodidata que sabe ler partituras e compor arranjos.

“O grande desafio pra mim foi adaptar o meu conhecimento musical, que era só de ouvido, pra parte teórica. Então, foi aí que eu fui buscar me instruir e aprender a ler e a escrever música para poder passar pras crianças”, explica o músico Josevaldo Silva.

A ideia de criar a orquestra foi da professora Valdete. O apoio financeiro vem de uma feijoada que o irmão dela, padre Antônio, faz em sua paróquia nos Estados Unidos.

“Todo ano ele faz essa feijoada em New Jersey. E, com o dinheiro que ele arrecada e manda pra cá, a gente mantém o projeto aqui”, informa a professora Maria Valdete Silva.

Com a última feijoada deu pra comprar o contrabaixo, mais dois violoncelos, cinco violinos. Ainda faltam instrumentos de sopro, de percussão…

Falta também um lugar apropriado para ensaiar, que por enquanto é no quintal de uma casa. Agora, o que nunca falta lá é vontade de aprender e de tocar.

Por enquanto, a orquestra tem 40 jovens músicos. E há outros 40 esperando a chegada de mais instrumentos.

E eles vão a pé para o concerto de férias do teatro da cidade. No repertório, sucessos regionais e clássicos da música erudita.

Materia exibida quinta-feira (26/01/2011) no Jornal Nacional



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