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terça-feira, 01 de março de 2011 17:21

Carro conduzindo réu acusado de participação em crime tem vidro quebrado ao deixar Fórum

A furia dos manifestantes é por ainda não ter uma definição quanto a condenação dos acusados.

Esta cena tem sido comum depois de audiências ou juri realizados no Fórum de Coité

Centenas de pessoas entre amigos, familiares e curiosos, compareceram mais uma vez, vestindo camisa e exibindo cartazes em frente do Fórum Durval da Silva Pinto em Conceição do Coité, para acompanhar a segunda audiência dos acusados de matar o pedreiro  Ricardo Santos Silva, no dia 6 de outubro de 2010.

A audiência adiada – A audiência havia sido marcada pela juíza auxiliar da Comarca de Ichu, Adriana Sales Braga, para acontecer as 13h30 desta terça-feira (1) porém, teve que ser adiada, pois a mesma não pôde comparecer. O juiz titular Gerivaldo Alves Neiva estava na sala, não para realizar tal audiência, segundo ele estava no compromisso de fazer correição “enxugamento” dos processos judiciários e não estava preparado para realização do ato.

O promotor de Justiça Thiago Pacheco também preferiu se retirar, pois alegou não ter sido intimado oficialmente. Diante desta situação os advogados Paulo Carneiro que está atuando na defesa de Paulo Ricardo e Eustórgio Resedá  que defende Waldemar Junior, deixaram a sala.

O juiz Gerivaldo Neiva solicitou que o oficial marcasse nova audiência para as 15h do dia 12 de Abril de 2011.

Uma irmã de Junior viajava no lado que teve o vidro quebrado, não ha informações se ela foi atingida

Os manifestantes ao tomarem conhecimento do adiamento da audiência, fizeram como em outras ocasiões, foram para frente do portão, por onde sairiam os réus. Waldemar estava dentro de uma Parati, acompanhado por uma irmã, o motorista ficou acuado por alguns minutos imaginando passar em meio a multidão de revoltados, que não demonstraram intimidados com a presença de dois policias militares. Os soldados então pediram que as pessoas saíssem da frente, foram atendidos, mas não tiveram como impedir xingamentos, nome de assassino, chutes e socos contra o carro. O veículo ainda teve o vidro da porta do carona quebrado. “Junior Barriga” é acusado de ser o piloto da moto que conduziu Paulo Ricardo até o Açudinho no dia do crime.  Ele responde em liberdade nega a acusação.

A multidão continuou concentrada aguardando a saída de Ricardo acusado de ter disparado o tiro. Mas a grande maioria deixou a Praça mesmo antes da saída do acusado.

O Fato

A vítima estava conversando com amigos no final de tarde, quando foi surpreendido por dois homens em uma moto. O carona teria disparado contra o “xará” que chegou consciente ao Hospital Regional, mas teve seu estado de saúde agravado, já que foi descoberta uma perfuração atrás da orelha. O ajudante de pedreiro morreu no dia seguinte.

Após o crime, poucos dias depois, os acusados já haviam sido identificados e aconteceu uma primeira audiência cerca duas semanas  depois e a justiça decidiu por encaminhar Paulo Ricardo, a época, menor de idade a Casa do Menor em Salvador e posteriormente depois da primeira audiência à justiça pediu a prisão de Waldemar Pereira “Junior Barriga”, que ganhou liberdade dias depois.

Por: Raimundo Mascarenhas

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