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quinta-feira, 31 de março de 2011 05:00

Estado cria equipes para monitorar custos com água e energia elétrica

A iniciativa atende à determinação governamental de contenção de até R$1,06 bilhão nas contas públicas de 2011 e está em conformidade com o programa de qualificação do gasto público.

Servidores estaduais de 30 secretarias e órgãos públicos formarão equipes para monitorar o consumo de água e energia elétrica nos prédios públicos do Estado. As equipes, batizadas de Ecotimes, serão responsáveis, a partir desta sexta-feira (1), por se fazer cumprir, na prática, as metas de consumo estipuladas para cada uma das unidades que integram o programa de racionalização de consumo coordenado pela Secretaria da Administração (Saeb).

A iniciativa atende à determinação governamental de contenção de até R$1,06 bilhão nas contas públicas de 2011 e está em conformidade com o programa de qualificação do gasto público, o Compromisso Bahia, que combate o desperdício na máquina administrativa do Estado. A portaria nomeando os servidores que integrarão os Ecotimes será publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (31).

Nos últimos três anos, o Estado acumulou uma economia na ordem de R$ 29 milhões nos gastos com água e luz. Os custos com estes serviços chegam a media anual de R$ 128,7 milhões. Nos prédios estaduais que compõem o Centro Administrativo da Bahia (CAB), a despesa média com os serviços de água e energia elétrica soma os R$ 12 milhões por ano. Com o apoio dos Ecotimes, espera-se uma economia de aproximadamente R$ 4 milhões, com a redução percentual de 25%.

Os servidores que integram os grupos de trabalho foram capacitados para realizar a coleta e registro de dados sobre o consumo de água e energia elétrica. A análise dessas informações, essenciais ao monitoramento dos custos e ao cumprimento das metas de consumo estaduais, será realizada pelo Sistema Águapura Vianet. A Universidade Federal da Bahia (Ufba), que disponibilizou o sistema informatizado de controle, também será responsável pela capacitação dos Ecotimes.

As atribuições das equipes também incluem a manutenção preventiva das unidades, com o acompanhamento periódico das instalações hidráulicas e elétricas. Isso inclui a vistoria de equipamentos e acessórios hidrossanitários e de energia, averiguando seu funcionamento. A integração com os demais servidores também é outra atitude demandada pelos Ecotimes, uma vez que eles têm com atribuição estimular colegas de trabalho a adotar medidas e atitudes que reduzam o consumo de água e energia.

Estancar desperdício – “O controle e a gestão do consumo de água e luz dos prédios públicos vão encorpar outras ações voltadas para a qualificação dos gastos com itens de consumo da máquina administrativa do Estado. A idéia é estancar o desperdício de recursos públicos, revertendo os valores economizados em novos investimentos”, explica o secretário da Administração, Manoel Vitório.

Integram a ação, todos os quinze prédios localizados no Centro Administrativo (CAB), entre eles, as secretarias estaduais. Além dos prédios do CAB, terão equipes de monitoramento os institutos de Rádio e Difusão da Bahia (Irdeb), de Gestão das Águas e Clima (Ingá), do Meio Ambiente (IMA), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Agerba e o Derba.

Algumas destas unidades participaram de um estudo preliminar que definiu o perfil dos gastos de água e energia em 17 prédios da administração pública, o que ajudou a definir a metodologia para implantação do sistema nos prédios, identificando características das edificações, perfil dos usuários, composição de gastos, características das demandas e consumo.

Exemplo – Entre os prédios públicos que integram a etapa inicial do projeto, o caso do Derba é emblemático. Em 2008, apenas com as ações iniciais para implementação do projeto, os custos anuais com água do Derba, antes fixados em mais de R$ 97 mil, foram reduzidos em mais de R$ 50 mil no ano seguinte.

As ações de economia continuaram a gerar resultados. Em 2010, o gasto anual com o serviço na unidade foi praticamente duas vezes menor que o registrado no primeiro ano do projeto, chegando aos R$ 33 mil. O resultado obtido é reflexo direto do esforço dos servidores do Derba, que adotaram práticas regulares para a fiscalização e manutenção das instalações do prédio, além de atitudes diárias para racionalizar os custos com o fornecimento de água.



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