Japão conta 1,9 mil mortos, 15 mil desaparecidos e quase meio milhão de desabrigados

A grande preocupação das autoridades japonesas é evitar um grave acidente nuclear nas usinas de Fukushima, afetadas pelo sismo.

Brasília – Cerca 450 mil pessoas perderam ou tiveram de deixar suas casas depois do terremoto e do tsunami que devastaram o Nordeste do Japão na última sexta-feira (11). De acordo com a emissora pública de televisão e rádio japonesa NHK, elas viviam em nove províncias afetadas pelo tremor e pelas ondas gigantes. A população está abrigada em 2.546 centros. Alguns abrigos ainda não têm água ou alimentos e a falta de gasolina para abastecer ambulâncias e caminhões está dificultando o trabalho das equipes de resgate, segundo informou a emissora.

O número de mortos na tragédia chega a quase 1,9 mil e, pelo menos, 15 mil pessoas estão desaparecidas. Na sexta-feira passada (11), o Japão sofreu o pior terremoto da história do país, de 9 graus de magnitude na escala Richter.

A grande preocupação das autoridades japonesas é evitar um grave acidente nuclear nas usinas de Fukushima, afetadas pelo sismo. Além de combater o vazamento de radiação, técnicos tentam conter, com a aplicação de água do mar, o superaquecimento dos reatores atômicos cujos sistemas de refrigeração foram danificados. O governo japonês já solicitou ajuda à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e aos Estados Unidos para resfriar os reatores atômicos. A Aiea informou nesta segunda-feira (14) que o vazamento de radiação apresenta níveis que não oferecem risco à população.

Agência Brasil

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  1. RAIMUNDO SANTIAGO: 
    Conceição do Coité - 15 de março de 2011
    ATUALIZANDO A NOTÍCIA O número de mortos em virtude do terremoto e dos tsunamis que atingiram o nordeste do Japão na última sexta-feira (11) chegou a 3.373, informou nesta terça-feira (15) a agência de notícias Kyodo News, citando a polícia japonesa. De acordo com a emissora NHK, somente na Província de Miyagi foram confirmadas 1.619 mortes, enquanto 1.219 pessoas ainda estão desaparecidas. Em Iwate, também no nordeste do Japão, 1.193 pessoas morreram e 3.318 estão desaparecidas. Ao mesmo tempo em que equipes lutam para recuperar corpos e, com alguma esperança, procuram por sobreviventes, o Japão se prepara para as consequências de um possível vazamento radioativo de grandes proporções. Ao menos quatro reatores da central nuclear de Fukushima apresentaram sérios problemas após o terremoto de 9 graus na escala Richter. Três explosões e um incêndio atingiram o local, liberando partículas radioativas diretamente na atmosfera, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeaki Matsumoto, admitiu nesta terça-feira que o nível de radiação após o incêndio no reator 4 da central nuclear de Fukushima 1 pode causar danos à saúde da população. - O reator número 4 sofreu um incêndio, e a radioatividade poderá ser prejudicial à saúde das pessoas. No que diz respeito ao reator 3, vamos injetar água para fazer o resfriamento. Matsumoto disse que o governo ordenou a retirada de milhares de pessoas da região de Fukushima para evitar a possível contaminação por radiação. - Ordenamos a retirada os habitantes em um raio de 20 km e pedimos para que os moradores em um raio de 30 km fiquem em suas casas. A situação é difícil. Estamos fazendo todos os esforços possíveis para resolver o problema. Fonte: www.r7.com
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