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sexta-feira, 11 de março de 2011 18:14

Queimadas: polêmica da “carta aberta” e reforma de escola em Riacho da Onça

Dois assuntos que mudaram a rotina de alguns educadores da comunidade.

Professores desconhecem “carta aberta – O Colégio Municipal Domingos Badaró, (CMDB), um aglomerado de oito escolas rurais com aproximadamente 600 alunos, foi dos estabelecimentos de ensino da rede municipal de Queimadas que elegeu no dia 13 de dezembro de 2010, sua primeira Diretoria, após a sanção da lei pelo prefeito Sérgio Brandão.

A nova diretoria formada pelo diretor Hamilton Hélio Carneiro e pelas vice-diretoras Alvacele Silva dos Santos Vieira e Érica Lopes Oliveira, empossada no dia 28 do mesmo mês, disseram a equipe do CN que desconheciam a existência e o autor da “carta aberta” enviada por e-mail e publicada no Calila Noticias.

Na carta, que também circulou na comunidade, cujo  autor (a), ainda é desconhecido, falava sobre a reforma do colégio, porém as atividades do ano letivo tinham iniciado e não havia nenhum material de consumo. Não foi encontrado pelos professores material didático, giz, papel ofício, cartolina, papel metro e para fazer a limpeza às zeladoras precisam levar o material de casa.

Segundo o professor Hamilton Hélio, assim que foi empossado, convocou uma reunião com a Associação de Pais e Mestres para tratar de assuntos do Colégio e para sua surpresa a ata não foi lavrada, pois o livro correspondente não foi encontrado na escola e nem as antigas prestações de contas do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). Diante desta situação e por ter iniciado o processo de compra do material que o ex-diretor Gildério Ferreira da Silva, ainda presidente da Associação de pais e mestres, permaneceria responsável pelo PDDE de 2010.

“As aulas tiveram inicio em 21 de fevereiro com a escola reformada, mas sem nenhum material didático de consumo (giz, quadro, papelaria em geral, etc.) e também não havia carteiras correspondentes ao número de alunos matriculados mesmo estas já tendo sido solicitadas a secretaria de educação”, afirmou o professor Hélio Carneiro.

De acordo com o novo diretor, os problemas enfrentados pela Diretoria foram informados ao prefeito Sérgio Brandão, a secretaria de educação Marisa Fonseca, ao presidente do colegiado escolar Adevan Oliveira Nascimento e ao ex-diretor Gildério Ferreira. “Gildério (dest.) juntamente com o tesoureiro era quem assinava o cheque do PDDE e foram questionados na reunião, mas diante da falta de esclarecimento do que foi comprado ou quando seriam entregues, no dia 28 de fevereiro, os professores e funcionários do turno matutino convocaram uma reunião com a direção, pois queriam saber o que estava acontecendo”, contou.

Quanto à paralisação, o diretor afirmou que foi por causa da falta de informações concretas e houve a decisão de paralisar as aulas até terem condições apropriadas de trabalho, porém isto não aconteceu por causa falecimento de uma pessoa da comunidade e naturalmente as aulas foram suspensas.

Para a vice-diretora Alvacele Silva dos Santos Vieira, a diretoria esteve empenhada para normalizar as atividades da escola e dia 28 de fevereiro convocou nova reunião, em caráter de urgência, com membros da Associação de Pais e Mestres, Colegiado Escolar, professores e funcionários para esclarecimentos referentes às compras do PDDE 2010. Nessa reunião foi devolvido pelo presidente do colegiado o livro de ata e a prestação de contas do PDDE de 2009 que se encontrava em posse do ex-diretor do Colégio. “Devido a informações não satisfatórias dadas pelo presidente da Associação de Pais e Mestres os presentes decidiram continuar a paralisação até que a situação fosse resolvida e tudo isto consta em ata”, afirmou Alvacele.

No dia seguinte, houve outra reunião, solicitada pela secretária de educação e o tesoureiro compareceu apresentando chave do local onde o material comprado com o PDDE se encontrava há uma semana e a direção, acompanhada do colegiado, do tesoureiro e dos coordenadores foram buscar, faltando apenas três itens, ou seja, um frízer, um bebedouro e papel metro Kraft. “Sendo assim, não ocorreu a paralisação de fato, pois de uma forma ou de outra não houve aula por conta do falecimento de uma pessoa da comunidade, e também parte do material já se encontra na escola e aguardamos a entrega do restante, partes das carteiras solicitadas, cerca de cem, quarenta e nove já foram entregues pela secretaria de educação no mesmo dia da reunião”, falou a vice-diretora.

A professora Érica Lopes Oliveira, também vice-diretora, destacou a relação estrita, amigável e ética com os gestores municipais, não tendo nenhum vínculo partidário ou qualquer tipo de intriga pessoal com quem quer que seja. “Isentamos-nos totalmente do conhecimento e autoria da carta aberta publicada neste site”, finalizou.

Relação do material – A relação do material adquirido com os recursos PDDE foi elaborada com a presença do presidente do Colegiado, Adevan Oliveira e todo material comprado, com exceção dos três itens citados acima que estavam na casa residencial de Otto Nelson, na Praça Clotisdes Andrade Borges, o responsável pela Papelaria Tâmara, que vendeu as mercadorias. “A transportadora atrasou e ao chegar aqui no Riacho entregou no endereço da casa de Otto, endereço da nota fiscal e logo tudo foi resolvido” afirmou Adevan.

Mudança na direção – Para algumas pessoas da comunidade, que pediram para não ser identificada, essa transição pode ter influenciado nestes comentários. Até junho de 2010, o diretor era Hamilton, através de decreto assinado pelo ex-prefeito Edvaldo Caíres. Com a queda de Caires, Serginho assume e colocar Gildério. Com a eleição para diretores, Hamilton vence e ao tomar posse em 28 de dezembro, Gildério deixa diretoria.

Gildério garante que fez tudo conforme a lei. Foram gastos os R$ 7.356 mil depois de uma cotação e os menores preços foram da Papelaria Tâmara. “Ao assumir a Escola em junho de 2010, não encontrei nenhuma material. A prefeitura foi quem bancou todo funcionamento da escola. O Prédio estava totalmente sucateado e até o computador queimaram”, disparou o ex-diretor.

Sobre a carta, mesmo anônima, Gildério insistiu em dizer que sabia quem foi à autora e acusou a colega Claudiane Lima. “Eu quero que a Secretária de Educação, professora Marisa Fonseca tome providência”, apelou.

Por: Valdemí de Assis / Fotos: Raimundo Mascarenhas

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