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domingo, 03 de abril de 2011 11:29

Jovem baleado no tórax e confusão entre menores movimentou a policia na ExpoCoité

Apesar de o tiro ser disparado de perto a bala não penetrou. A polícia procurou disciplinar os menores e recolheu os brincos que alguns carregavam nas orelhas.

A penúltima noite de festa da Exposição de Conceição do Coité foi a mais movimentada para polícia militar, diante do público que lotou as dependências do Parque Agnaldo Ramos Gomes, apesar das atrações serem locais, calcula-se que mais de dez mil pessoas estiveram presentes.

Atentos, os policiais realizaram um trabalho preventivo buscando manter a ordem, porém várias ocorrências foram registradas envolvendo menores, disparo de armas de fogo e um jovem ferido, vítima de bala perdida.

A lesão foi superficial. A bala atingiu um osso do tórax e não penetrou

Jovem baleado – Por volta de 02h da madrugada deste domingo (03) a policia prendeu dos homens que teriam se envolvido numa briga que resultou em disparos de arma de fogo. Foram detidos, Gilmar Oliveira Carneiro, 22 anos, “Costela”, residente no Bairro dos Barreiros e Elielson Antonio Silva de Jesus, 25 anos, morador na Rua Tiburtino Ferreira da Silva, no centro da cidade de Coité.

Eles se envolveram numa troca de tiros, causando tumulto e correria. Um dos disparos atingiu Robson Oliveira Silva, 18 anos, no meio do tórax, que nada tinha a ver com a situação. O rapaz reside na Fazenda Tanque, na região de Juazeirinho distrito de Coité. Ele estava como um amigo lanchando em um trailer, quando foi atingido. A bala foi de um revólver calibre 32 atingiu o jovem, formando um hematoma e, por milagre, não penetrou. Mas isto só pôde ser constatado ao chegar na emergência do Hospital Regional. A vítima apresentava um ferimento superficial e um abcesso se instalou. O mesmo retornou ao parque de exposições e contou para a polícia o ocorrido, e garantiu que não sabe como a bala lhe atingiu e nem como escapou, pois a distância foi de aproximadamente 5 metros.

“O que aconteceu com este rapaz foi um milagre, foi Deus, ele nasceu outra vez”, falou uma das enfermeiras que atendeu no Hospital Regional. Para o capitão Joilson Lessa a armas usada bem como as balas estavam muito velhas e não tiveram o mesmo poder de fogo, mas garante que se fosse mais nova ou calibre 38, por exemplo, o tiro poderia ter penetrado e até provocado sua morte, pois o tiro atingiu uma área vital do corpo.

Guarnição PM da 4ª Cia / Coité

O coordenador da Brigada do Corpo de Bombeiros Voluntários de Simões Filho, de prenome Frederico, que veio auxiliar os de Coité, ajudou no socorro, e avaliou que o disparo não foi com o poder de fogo normal, porque a bala já havia sido “picota” ( atirar e a bala não sair) até que perdeu força e saiu fria, na velocidade de uma pedrada” avaliou.

Prisão foi rápida – Assim que ouviram os tiros, duas guarnições da PM, sob o comando do capitão Lessa, se dirigiram ao local e receberam as primeiras informações sobre o que havia ocorrido. “A comunidade colaborou, as informações foram corretas e prendemos rapidamente”, contou o Capitão.

Costela foi preso quando tentava fugir correndo pela avenida de acesso a BA 120. Ao vê a viatura, ele passou a arma, um revólver calibre 32, para companheira, porém, ao chegar à delegacia, assumiu a propriedade. Elielson fugiu sentido Salgadália, mas também foi logo capturado.

Populares que se encontravam a frente do parque aplaudiram a ação da policia por realizar a apreensão dos envolvidos.

Costela disse a Polícia que agiu em legítima defesa

Na Delegacia – Segundo Costela, ele e a sua companheira se preparavam para deixar o parque e já estava na garupa de duas moto-taxi, quando apareceu Elielson e lhe deu um murro. “Depois de receber o murro, eu observei que um amigo dele (Elielson), puxou uma arma e disparou na minha direção. Ai eu saquei também a minha e revidei. Ele disparou duas vezes e eu dei quatro tiros”, contou Gilmar ao CN. Segundo ele, agiu em legítima defesa.

 

 

Elielson nega a versão de Costela e disse que ao encontrá-lo, no parque, o mesmo teria feito menção com os braços que “queria briga” e foi logo atirando. Ele disse também que o problema foi motivado por uma rixa antiga, pois Costela já havia se desentendido com o amigo e agredido com uma pedra, resultando na perda de três dentes. O autor dos disparos contra Costela, segundo Elielson, foi um homem de pré-nome Jonilson, residente na Rua do Matadouro.

Os dois permanecem detidos e deverão ser ouvidos nesta segunda-feira pelo delegado titular Gustavo Ameno Coutinho.

Confusão entre menores – Por volta das 23h à polícia foi chamada pelo coordenador dos Agentes de Proteção da Justiça, Juscelino Bonfim para averiguar a denúncia da uma briga entre menores que estava ocorrendo atrás do palco, numa área que era utilizada para estacionamento. Ao chegarem ao local encontraram 17 menores com idades variando entre 13 e 17 anos, alguns deles com sintomas de terem ingerido bebidas alcoólicas, apesar de não ter no momento como confirmar. Pessoas que estavam no local disseram a PM que dois deles estavam usando uma faca. A polícia identificou os menores que estavam sendo acusados de estarem armados, porém no momento da detenção, as facas não foram encontradas.

Os adolescentes foram levados, enfileirados, para o Posto da Polícia do parque, onde foram identificados e deverão ser acompanhados pelo Conselho Tutelar. “O que me deixou preocupada e com medo do futuro, foram à frieza de todos eles. Passaram aqui em frente da minha barraca dando risada e não demonstravam o menor medo de estarem sendo levado pela polícia”, contou a camelô Bernadete Santos, 52 anos ao vê a passagem dos menores enfileirados pelo meio da multidão.

“No meu tempo a gente tinha medo de polícia. Bastava dizer que foi chamar a polícia que a gente já temia. Hoje, eles esnobam e sabe que não serão punidos, pois são menores”, desabafou o aposentado João Alves, 63 anos, residente no Bairro do Açudinho.  Avô de um dos adolescentes, “Seu João” contou ao CN que B.A. S, de 15 anos é filho de uma das suas filhas e desde pequeno mora com ele, pois, o pai não assumiu a paternidade e sua filha teve que ir trabalhar em São Paulo. “Esse menino dar trabalho desde novinho e é viciado em drogas. Já fizemos de tudo, mais nada resolveu. Ele está entregue nas mãos de Deus”, concluiu. Os pais ou responsáveis dos 17 menores tiveram que ir buscar-los e se comprometeram a levar para as suas casas.

Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas



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