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domingo, 24 de abril de 2011 12:45

Malhação de Judas atrai centenas de pessoas em Coité

A tradição de ‘queima de Judas’ em Coité é antiga, basta dizer que o artista responsável pela confecção dos bonecos está com 77 anos de idade e 50 de atividade.

Em Conceição do Coité a tradição de malhação de Judas nunca saiu do calendário de atividades culturais. Sempre depois da missa de Aleluia, quem acompanha o ato religioso ou não, se dirige até o largo do Mercado Municipal, procura o lugar mais seguro para assistir ao belo espetáculo de queima dos bonecos que representam Judas o traidor.

A Prefeitura Municipal é quem patrocina todo ano este momento de comemoração simbólica. É uma atividade que causa um certo pânico ns pessoas, já que muitas espadas se soltam dos bonecos indo de encontro à multidão. Antes do Fogueteiro entrar em ação, o locutor ler o testamento de Judas que em tom de humor levanta risos do público presente.

Multidão vibra quando ouve o barulho dos fogos e a incineração dos bonecos

 

A tradição de ‘queima de Judas’ em Coité é antiga, basta dizer que o artista responsável pela confecção dos bonecos está com 77 anos de idade e 50 de atividade. O senhor Dermeval Ramos, tem um apelido bastante sugestivo “Fogueteiro”, segundo ele é muito prazeroso ver a grande multidão acompanhar o momento da queima daquele que segundo a bíblia traiu Jesus. Fogueteiro disse ao CN que este ano usou seis bonecos e cerca de trinta quilos de fogos de artifícios “e o espetáculo ficou ainda mais bonito porque o céu estava limpo (sem chuva), comemorou o aposentado.

Ao longo de meio século de atividade, Dermeval disse que ja montou os bonecos em várias cidades da Bahia

Malhação de Judas ou Queima de Judas – É uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes.
Cada país realiza a tradição de um modo, alguns queimam os boneco em frente a cemitérios ou perto de igrejas. No Brasil é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com o nome de políticos, técnicos de futebol ou mesmo personalidades não  bem aceitas pelo povo.

Por: Raimundo Mascarenhas



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