queimadas

sexta-feira, 08 de abril de 2011 01:04

Queimadas: prefeito diz que não deixará de agir no município por causa de opositores

"O prefeito 'paga o pato' em tudo que ocorre no município, se corta os eucaliptos que estão pra cair opositores criticam. Se não cortar e cair em uma casa e provocar uma tragédia, imajine de que vai ser a culpa?" Questioina Serginho.

A equipe do CN manteve contato com o prefeito Sérgio Brandão (PSDB) para saber a respeito da decisão de autorizar a derrubada dos eucaliptos plantados na Praça Clotildes Borges, no Distrito de Riacho da Onça. Segundo Serginho, como é conhecido o prefeito, após assumir a prefeitura há quase um ano, moradores da comunidade vêm solicitando a derrubada das árvores, sendo que nos últimos meses, esta cobrança acirrou diante do perigo de caírem naturalmente e causar um acidente.

De acordo com o prefeito, após horas de diálogo com vários setores e organizações ligadas a questão ambiental, estudos, visitas com a presença de técnicos, ele ficou convencido de que a remoção dos mesmos deveria ser realizada e por serem exóticas não haveria a necessidade da emissão de laudos tratando do assunto.

Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura, explica que o eucalipto é uma árvore originária da Austrália, não é nativa e é fruto de um processo de reflorestamento e estão localizados num espaço urbano e público, onde circulam pessoas e ainda redes de energia elétrica, ou seja, alta tensão, próxima. Portanto, na situação física que se encontravam, a remoção seria de responsabilidade do Poder Público.

A Gestão não se ofereceu para realizar a remoção dos mesmos, até porque o investimento financeiro é significativo e o risco de acidentes é alto, portanto a Prefeitura foi chamada a fazê-lo.

O secretário de Meio Ambiente, Valdir Fiamoncine, informou ao CN através de e-mail, que foram realizadas várias visitas a Comunidade, ouvido um número considerável de pessoas, ocupamos espaço na rádio local para que tudo viesse a gerar transparência. A Câmara Municipal de Vereadores já havia se pronunciado sobre isso. “Todo o Governo tem com Missão: zelar e preservar a vida de seu povo, oferecendo segurança, principalmente quando se apresentam situações de risco ao público. Mesmo no risco eminente de um acidente vínhamos protelando e hesitando em realizar o serviço, por levarmos em conta o simbologismo acima de segurança, talvez. Não tínhamos pessoas capacitadas para executar o serviço. Na semana passada, uma liderança do local apresentou um grupo de pessoas com experiência e com condições de fazer o serviço, onde o Executivo Municipal, após mais uma série de avaliações e riscos autorizou o serviço”, contou Valdir.

“Reconhecemos o valor cultural, porém o clamor do povo era para que este risco fosse eliminado, mesmo tendo apego histórico e assim mortes seriam evitadas com a queda dos mesmos ou por parte delas, como em 88 onde uma pessoa acabou morrendo em consequência de um acidente”, contou.

As árvores foram plantadas em 1912 e muitas delas já estão podres e frágis podendo cair a qualquer momento sobre casas e pessoas. A indignação maior por parte de alguns moradores foi ver o trabalho de derrubar e nenhuma ser plantada no local como estava previsto.

O que foi levado em conta para realizar tal serviço – Em nota enviada ao CN, a equipe da Prefeitura disse que percebeu o clamor do povo e o medo com os temporais e ventos, pois, com altura da árvore, infestadas de cupim, ocas, e com a presença de várias colméias de abelhas no seu interior, elas estavam causando risco aos freqüentadores da principal Praça da Comunidade, onde acontece à feira livre e o ponde de referencia de encontro das pessoas. “Arvore para plantio em área rural, jamais em áreas urbanas habitadas”, diz a nota.

Longevidade, assim também justificou a Prefeitura para derrubar os eucaliptos. Antecedentes de árvores que já morreram e caíram, onde todas foram plantadas no mesmo período, praticamente centenárias. São árvores enormes e pesadas e com risco eminente de queda por estarem com as bases podres e com as raízes comprometidas.

Eucalipto – Árvore de grande porte que se adéqua a Zona Rural e não recomendada para plantio em locais urbanos com a presença de pessoas e fios de energia elétrica. Um eucalipto chega a viver até 65 anos, sendo após a segunda metade desta vida já passa a oferecer riscos, pois os galhos já começam a secar e pode cair, a estabilidade frente a fortes temporais já começa a ficar comprometida por conta de que suas raízes começam a perder resistência.

Ações futura – A equipe do prefeito Sérgio Brandão diz que será implantado no município o Projeto Nossa Praça e garante que será realizada uma audiência pública com a distribuição de cem mudas de eucalipto para plantio rural.
Com este projeto, as comunidades irão definir quais mudas serão plantadas neste espaço e cita como sugestão o ipê, palmeiras, acácias, oitis ou outras de opção da Comunidade. Logo irá apresentar novo projeto da praça.
“Queremos oferecer um espaço de lazer, de referência, que atenda as necessidades da população, com conforto e segurança. Estamos cientes que atendemos a provocação da população, não realizamos por vontade própria ou de tal. Esta ação pode ter gerado polêmica, mas a gestão esta tranquila frente a isso, agindo com responsabilidade e para a segurança da população, só por ela é que realizamos este trabalho”, falou o prefeito.

Para finalizar, ele convidou aquelas pessoas que tenham dúvidas do estado físico dos eucaliptos e do perigo que ofereciam, é só realizar uma visita ao local e ver o estado que se encontravam e os troncos e cepas dos eucaliptos estão no local.

Por: Valdemí de Assis

06-04-11 -População de Riacho da Onça – Queimadas, revoltada com derrubada de eucaliptos



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