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quinta-feira, 14 de abril de 2011 22:39

Sem tetos invadem casas do conjunto habitacional Casulo e prefeito ouve suas queixas

O Conjunto Habitacional Casulo foi inaugurado na segunda-feira (11) e contempla 200 famílias.

Para quem já garantiu o lar o momento é de arrumação

Mais de dez casas populares do Conjunto Habitacional Casulo, entregues na tarde de segunda-feira (11), foram invadidas pelas famílias que moravam em casas alugadas ou com parentes no Bairro das Casas Populares, na manhã desta quinta-feira (14).

Elas alegaram que até o momento ninguém tinha aparecido no local para ocupar a unidade e em outros casos, o que mais revoltaram eles, segundo Ana Pinto Santos, 25 anos, três filhos, mãe solteira, foi fato de vê pessoas conhecidas da comunidade e com bom poder aquisitivo, proprietários de veículos e residência no centro da cidade. “Aqui tem gente que ganhou a casa e veio vender por R$ 1.500 para nós”, denunciou Ana Pinto.

O clima ficou tenso quando a polícia foi solicitada por um dos mutuários alegando que as casas estavam sendo invadidas. Com a chegada da PM, formou-se uma comissão de moradores “sem teto” e foram até a Prefeitura, sendo recebido pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Manoel Ribeiro da Silva, “Juruna”.

Depois da explicação do prefeito, do presidente da associação e do secretario Juruna a situação voltou ao normal

O secretário localizou o prefeito Renato Souza (PP), que estava fazendo a abertura de uma feira de saúde no Distrito de Juazeirinho e os dois foram até o Bairro, onde se reuniram com as pessoas que faziam o protesto. “Aqui tem gente que já tem casas, carro novo e muitos de nós das Populares, estamos sem emprego, morando de favor e não fomos beneficiados”, falou o biscateiro João Alves Mota, 45 anos.

O presidente da Associação, Antonio Paulo Lopes Ferreira, “Toinho das Populares”, contou ao CN que as inscrições para os mutuários aconteceram há cinco anos e que ao longo deste tempo muitos melhoraram de vida, porém permaneceram na lista de beneficiados.

Prefeito ouviu atentamente – O prefeito Renato Souza chegou ás 11h e permaneceu até ás 12h30. Numa reunião improvisada em baixo de uma árvore, Souza disse que entendia o desespero do povo e já sentiu na pele o que é morar de aluguel, pois morou muitos anos de sua vida.

Ele explicou com funciona a seleção dos mutuários, pediu que confiasse nele e respeitasse sua decisão, pois, seriam respeitados. “Autorizei uma equipe da Secretaria de Ação Social a fazer um novo recadastramento das famílias beneficiadas e também a cadastrar todas aquelas que estão aqui e não têm teto”, falou Renato.

Parte do movimento foi a Prefeitura onde ouviu justificativas de Juruna

Segundo o prefeito, serão observadas para fazer a relação dos beneficiados, as famílias com mais filhos, aquelas que têm casos de deficientes, mães solteiras e assim por diante. “Tem muita gente compreensiva e duas famílias já me levaram as chaves das casas, pois disseram que já tinham casas”, contou.

De acordo com a determinação do prefeito, aquelas famílias, mesmo que estejam na lista para receber o imóvel, e que não mais se enquadre, não receberão e a casa será repassada para outra família carente.

“Isso é que dar”, desabafou o aposentado Pedro Ferreira – Enquanto o prefeito autorizava um novo recadastramento, o aposentado Pedro Ferreira, 62 anos, morador na Fazenda Mandasaia, dizia na simplicidade do homem do campo: “Isto é que dar quando não se escolher direito”. Disse isto e completou que ficou sabendo, assim que iniciou as inscrições, que o então prefeito Éwerton Rios, “Vetinho” teria distribuído as casas para os vereadores ratearem, e ele chegou a procurar quatros dos edis e todas disseram que já havia terminado suas cotas. “Seu” Pedrinho, como é conhecido, estava na reunião na esperança de conseguir uma casa.

Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas



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