Crime bárbaro – População de Pé de Serra vai às ruas clamar por justiça

Milhares de pedeserrenses realizaram a passeta para chamar a atenção das autoridades em relação ao alto indice de violência no município.

Moradores do município de Pé de Serra, realizaram no meio da tarde de quarta-feira (25), uma caminhada para cobrar apuração e justiça na morte do casal de jovens, Fernando de Oliveira, de 19 anos (completaria 20 no próximo sábado) e Lucivânia Lima Lopes, de 21 anos, encontrados carbonizados dentro do porta-malas do veículo Siena, p/p JSE-1091, licença de Salvador, de propriedade do pai do jovem.

A caminhada saiu ás 16h da Rua Dioclécio Roque de Menezes, onde mora os pais de Fernando e seguiu para o centro da cidade, passando inicialmente pela Câmara de Vereadores, onde houve a primeira parada. Os manifestantes, portanto cartazes pediram aos vereadores para que não fossem omissos diante da situação de violência que vem causando medo aos habitantes do município.

A segunda parada foi em frente do Fórum, quando protestaram contra a falta de juiz e promotor. Entoando palavras de ordens, eles diziam que não queriam autoridades do judiciário substituto e sim permanente. Cartazes denunciavam que em um ano houve sete homicídios no município e todos com autorias desconhecidas.

Momento de muita emoção – Ás 17h a caminhada chegava a Praça da Matriz e em frente à Igreja Católica, a mãe de Fernando, Dalvacy de Oliveira, fez um apelo que emocionou a todos e disse que queria saber quem fez a perversidade com filho, que era bom e querido por todos. “Vocês não têm noção da dor de uma mãe neste momento. Sabe eu e a mãe de Vânia”, falou Dalvacy ao lado do esposo Benedito.

Sob o som da música “Canção da América”, de Milton Nascimento, os manifestantes foram até a Delegacia, que após trinta dias, teve as portas abertas por alguns instantes, antes da chegada dos manifestantes. Uma das coordenadoras do movimento, professora Tânia Maria, com muita determinação fez um apelo ao governador Jaques Wagner, para que olhasse com mais atenção para segurança do município, pois hoje a dor é do povo de Pé de Serra e amanhã, outros poderão passar por esta situação.

Ela disse que votou no governador para sua reeleição e bate um arrependimento pela falta de atenção com seu município, que considerou o melhor lugar do mundo. Evangélica, professora Tânia fez uma oração fervorosa pedindo para que Deus afastasse os espíritos ruins que estão trazendo intranquilidades para as famílias. “Governador respeite Pé de Serra. O Governo esta dormindo. Acorde governador” falou em voz alta a professora após a oração.

Abraço da paz – Ao chegar de volta a Praça da Matriz, os participantes do movimento fizeram o abraço da quadra, no centro da Praça, rezaram o Pai Nosso e soltaram vários bolões brancos, simbolizando a paz.

Vítimas da violência

O funcionário público e cadeirante Pedro Paulo, 29 anos, fez a leitura do salmo 91. Residente na Praça Ruy Barbosa, 91, Paulo estava trabalhando como vigilante da Secretaria de Ação Social no dia 07 de dezembro de 2009, quando dois homens chegaram em uma moto e disparam oito tiros a queima roupa, sendo alvejado por seis, sendo que três ficaram alojados na coluna.

Helena Martins Silva, 67 anos, se aproximou da equipe do CN e disse que seu irmão, Gervásio Coelho da Silva, foi assassinado há 13 anos e até hoje a autoria é desconhecida.

Pai de Fernando disse que não tem dúvida que Deus vai dá um jeito para ele enfrentar essa situação dificil

O comerciante Benedito Raimundo, pai de Fernando, pediu que as pessoas denunciasse através do telefone 75-3264.2022, do disk denúncia e dessem informações que ajudasse a desvendar este crime. “Não vamos nos calar. É necessário ajudar a polícia com as informações. Tudo será guardado em sigilo”, apelou. Questionado pelo CN quanto ao sepultamento do filho, ele disse que, pela previsão do IML, os corpos serão liberados dentro de um prazo de noventa dias, quando sairá o resultado do DNA, para identificar o corpo de Fernando e da Vânia, pois foram totalmente carbonizados.

Disk denúncias – Quatro pessoas já foram ouvidas pelo delegado Carlos Baqueiro, responsável pelo inquérito e segundo ele, todas elas foram localizadas através do disk denúncia e em situações que fazem ligações com as vitimas, “porém até o momento, nada que pudesse esclarecer o caso e identificar os autores do crime”, disse o delegado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pé de Serra, Lauriano Santos Carneiro, sugeriu no fim do evento a criação de uma comissão para ir ao governador expor toda esta situação e buscar providências para a questão da segurança.

Entenda o caso que abalou Pé de Serra – O município de Pé de Serra, localizado no Território do Sisal, “parou”, desde ás 16h de segunda-feira (23), quando chegou a notícia que os corpos de Fernando e Vânia foram encontrados carbonizados á 03 km da sede. A partir daquele momento a cidade parou, o comércio fechou as portas, as escolas suspenderam as aulas  e estão sem funcionar desde segunda-feira. Este é assunto e a lamentação de toda uma comunidade composta por quase 14 mil pessoas, que vivem o mesmo sofrimento, e falta disposição para “tocar a vida”.

O que aconteceu até o desaparecimento dos jovens – Fernando de Oliveira, mora com os pais na Rua Dioclécio Roque de Menezes, próximo ao centro da cidade. Ele saiu da casa  por volta das 21h de domingo para levar sua tia Vera Lúcia Carneiro até a residência, deixando na Praça da Matriz.

Até ás 22h, ele foi visto na Praça passeando com o carro do pai com baixa velocidade. Está informação foi prestada ao CN pelo subcomandante da Guarda municipal, Romiro Oliveira Vieira. “Neste momento, ele estava sozinho e dirigia o carro do pai bem devagar. Depois deste momento, não vimos mais”, contou Vieira.

No outro lado da cidade, mais precisamente na Rua João Campos, onde mora Dona Eunice Paulina de Araújo, 69 anos, Lucivânia Lima Lopes, que já estava deitada, recebia uma ligação e sem muita explicação, levantou, lavou o rosto, foi até a casa vizinha onde moram seus pais, retornou em seguida, ficou por alguns minutos com os braços cruzados encostada numa parede, depois resolveu sair sem dizer para onde ia e não mais voltou.

Quem contou está história foi à aposentada Eunice Paulina, avó de Vânia, como era conhecida Lucivânia Lopes.  Ele disse também que a neta gostava de festa, mais não tinha hábito de passar a noite fora de casa e que ficou feliz ao chegar da igreja Congregação Cristã de Brasil e encontrar a neta deitada, der repente, sem muita explicação, levantou e saiu de casa.

Agora o que todos querem saber foi que aconteceu com Fernando e Vânia. Todos apelam por justiça, esclarecimento do caso e punição para os autores desta barbaridade.

Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas

Familiares pedem justiça para o duplo homicídio que abalou a cidade de Pé de Serra

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  1. jamile mendes freitas: 
    ribeirão preto - 19 de janeiro de 2012
    QUE DEUS OS ABENCOE ONDE ESTIVEREM E QUE A JUSTICA DESSE MUNDINHEO TARDE MAIS NUNCA FALHE SAUDADES FERNANDO.
  2. maria lopes: 
    SALVADOR-BA - 5 de junho de 2011
    Meu Deus como vai ficar meu Pé de Serra.Sera que o povo nada vai fazer já se passaram 15 dias e tudo continua sem solução,não posso acreditar esse crime vai ser mais um sem solução.O povo nao deve ter medo o medo as vezes e necessario para nos limitar de algumas coisas,mas nesse caso ele nao pode existir,as pessoas tem q passar qualquer informaçao importante para ajudar no esclarecimento, por isso peço como Pedeserrence ajude a Policia vc esta ajudando nao só a familia dos 2 jovens e sim a todos da comunidade esses criminosos pode esta bem do nosso lado pense nisso.Paz para todo Brasil a violencia cresce desordenada.
  3. MARIA: 
    PE DE SERRA - 2 de junho de 2011
    ONDE VOCÊ ESTIVER, FERNANDO, DEUS ESTEJA CONTIGO. A JUSTIÇA DE DEUS NÃO FALHARÁ!
  4. MARIA: 
    PÉ DE SERRA - 2 de junho de 2011
    JUSTIÇA SEJA FEITA!
  5. maria lopes: 
    salvador - 1 de junho de 2011
    Os pais desses jovens precisam se mover,sei q tudo ainda esta muito dolorido mas se deixar o tempo passar vai caindo no esquecimento.Eles tem q pintar camisa com a foto deles fazer uma faixa pedindo justiça,e vim ate Salvador para falar com o Secretario de segurança do estado ,e pedir um investigador para esse caso.O delegado de Riachao nao tem condiçao de investigar esse crime.ele tem q tomar conta das cidades mas proximas como q sobra tempo para investigaçao.E quem faz isso e a policia Civil.Eles os familiares nao pode ficar esperando por Prefeito isso e balela o Prefeito esta preucupado e com outras coisas, quem cente sua dor e quem geme,isso já devia ter acontecido pq ate agora nem uma pista e vai ser mais um crime sem apuraçao se o povo nao tomar as devidas providencias pe de serra vai mudar de nome poder ser chamada como a cidade de Itororo cidade da morte,o povo e muito acomodado esse acontecimento era pra esta na midia nacional isso foi muito barbaro parece q o povo nao tem noçao da dimensao desse crime,Acorda Pe de Serra,
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