
casal e filho que alcançaram a graça
O Milagre protagonizado por Irmã Dulce que deu origem a sua beatificação aconteceu na Maternidade São José, localizada em Itabaiana, Sergipe. Cláudia Cristiane Santos de Araújo, a miraculada (nome dado a quem recebe a graça), se encontrava em trabalho de parto no dia 10 de janeiro de 2001, para dá a luz a seu segundo filho, Gabriel.
A criança nasce na madrugada do dia 11, sem problemas, no entanto, Cláudia corre risco de morte, após sofrer uma forte hemorragia. Durante 28 horas a equipe médica comandada pelo obstetra Antônio Cardoso Moura, tentou conter o sangramento e utilizou de todos os recursos disponíveis na maternidade. E mesmo com três cirurgias realizadas na mãe o sangramento não cessou. Os médicos fecharam o abdômen e conversaram com a família, informando que não havia mais o que fazer.
Foi nesse momento que entrou em questão o padre José Almí de Menezes, que na época era capelão do Hospital de Emergência João Alves, localizado em Aracaju. Sabendo do estado de Cláudia foi visitá-la e foi nesse momento que ele conversou com ela. “Você precisa de um milagre para sobreviver e poder cuidar de seus filhos. Você acredita que Irmã Dulce possa interceder diante de Deus?”, perguntou o padre José Almí. Em resposta Claudia disse “acredito sim”. “Eu também. Vamos rezar”, complementou o padre.
José Almi ainda colou uma imagem da santa na ampola de soro antes de sair do local e iniciar um grupo de orações, pedindo a intercessão de Irmã Dulce em favor de Cláudia. Ele ainda enviou para a família da parturiente um pedaço de tecido do hábito (relíquia) que pertenceu à religiosa.
Contudo, após a corrente de orações e a conversa realizada pelo padre com Cláudia e o pedido de intercessão de Irmã Dulce e sem nenhuma outra intervenção médica, a hemorragia subitamente pára e a paciente se recupera. Um fato inexplicável para a ciência.
E foi a partir desse fato que se deu início o processo instalado no Vaticano em janeiro de 2000 para beatificação da Irmã Dulce. Foi analisado por peritos médicos, religiosos e especialistas em processo canônico, o episódio tem validação jurídica emitida pela Santa Fé em junho de 2003 e é reconhecido como milagre pelo Papa Bento XVI em dezembro de 2010.
Antes da validação oficial pelo Vaticano, foi feito uma investigação pericial nas Obras Sociais de Irmã Dulce, que foi comandado pelo médico Sandro Barral e foi instaurado no Tribunal Eclesiástico na Arquidiocese de Aracaju, em janeiro de 2003, para análise dos testemunhos. O milagre ainda passou por três etapas de avaliação na Itália. A primeira uma reunião com peritos médicos, dando o aval científico, outra com teólogos e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios.
Da redação CN

