bahia

quarta-feira, 27 de julho de 2011 14:30

Depois de ouvirem propostas do governador, agricultores e FETAG avaliaram como positivo o Grito da Terra

O ato de encerramento do Grito da Terra estadual está marcado para esta quarta-feira (27)as 15h, onde está previsto um encontro das lideranças com o governador Jaques Wagner para receberam a resposta da pauta entregue no dia 07, que. contém os oito eixos e 44 itens prioritários para os trabalhadores rurais do estado e detalhados durante a semana com as diversas secretarias do Governo Estadual.

Jaques Wagner recebe os agricultores em frente a Governadoria

Depois de passarem pelo INCRA e SEAGRI milhares de trabalhadores rurais de mais de trezentos sindicatos da Bahia, e representantes de outros estados nordestinos que foram apoiar a FETAG, o Grito da Terra Bahia teve encerramento na frente da Governadoria, onde a grande multidão foi recebida pelo governador Jaques Wagner por volta das 15h. Os agricultores ja realizavam uma manifestação pacífica, e ficou ainda mais calma quando ouviu o secretário da Agricultura Eduardo Salles e o superintendente da SUAF e o coordenador da CDA, demonstrarem interesse em fazer acontecer as reividicações que estavam em pauta inclusive foi dito que o governador quem iria passar as informações.   

Foi colocada uma taboa de 50 centimetros para que o governador discursasse ao lado do presidente da FETAG Claúdio Bastos, deputado Fabrício Falcão (PcdoB) e o secretario Eduardo Salles. Foi um discurso aberto e correspondeu as expectativas da fetag e seus associados, na oportunidade o governo do Estado, com o envolvimento e participação de suas secretarias e, sobretudo, com a intermediação da Secretaria Estadual de Relações Institucionais (SERIN), firmou, uma série de compromissos derivados da pauta de reivindicações do movimento “Grito da Terra” 2011 (movimento de mobilização nacional por melhorias no campo). A pauta de reivindicações foi apresentada ao governador no dia 25 de junho deste ano por uma comissão formada por diretores da Federação dos Trabalhadores da Agricultura na Bahia (FETAG-Ba).

Cada secretaria estadual, com a mediação da SERIN, ficou responsável por definir compromissos que estivessem de alguma forma ligada à sua área de atuação e gestão pública. Assim, participaram da negociação: a SEDIR (Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional), através da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional); a SEAGRI (Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária), através da SUAF (Superintendência de Agricultura Familiar), da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) e da CDA (Coordenação de Desenvolvimento Agrário); a SEC (Secretaria de Educação e Cultura); a SESAB (Secretaria de Saúde); a SEDUR (Secretaria de Desenvolvimento Urbano); a SEDES (Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza) e a SEMA (Secretaria de Meio Ambiente), através do INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e da CERB (Companhia de Engenharia Ambiental).

Dentre alguns dos compromissos firmados, estão: doação de kits de mecanização agrícola; construção de casas de farinha e beneficiamentos de frutas e produtos agropecuários; instalação de sistemas de irrigação; construção de barragens subterrâneas; inseminação de matrizes bovinas e curso de capacitação sobre inseminação artificial para caprinos e ovinos; segurança alimentar e nutricional; conclusão da elaboração das Diretrizes Estaduais de Educação do Campo e do Diagnóstico das Escolas; continuidade ao processo de formação de leitura dos alunos formados pelo TOPA (Programa Todos pela Alfabetização); dentre outras.

A pauta apresentada pela FETAG possui oito eixos temáticos, dentre as quais, na Bahia, os principais são ligados à reforma agrária, combate à pobreza, segurança pública no campo, fortalecimento e consolidação da agricultura familiar, saúde e educação no campo, meio ambiente e recursos hídricos.

O governo da Bahia continuará as discussões da pauta da FETAG com as demais secretarias, momento em que o presente acordo será ampliado.

 

Secretario da Agricultura  apoia o Grito da Terra e vê boneco da burocracia ser incinerado

 

 

Depois de a diretoria discursar em frente a secretaria da agricultura, onde foi falado das nessecidades dos agricultores, o presidente  da Fetag, Cláudio Bastos convidou o secretário Eduardo Salles para se dirigir até o carro de som, para falar da posição da secretaria em relação a pauta de reividicação que fora entregue anteriormente. O secretario prontamente atendeu ao convite e subiu no mine trio, acompanhado de Wilson Dias superintendente da Agricultura Familiar (SUAF) e Luiz Ancelmo  coordenador da Companhia de Desenvolvimento Ágraria  CDA.

Luiz Ancelmo disse que essa caminhada do grito da terra tem um simbolismo muito grande para todos os envolvidos na Fetag que encaminha essa luta apoiada por cerca de 300 sindicatos de trabalhadores rurais de todo estado da Bahia. Lembrou que desde a semana passada se reúne com a Fetag a fim de preparar a pauta e parabenizou a todos que se deslocaram de diversas regiões do estado. “Nosso governo recebe com muita satisfação a pauta do grito da terra. O governo vai lançar um grande programa e a maioria da solicitações deverão ser atendidas”. disse Ancelmo.

 Ancelmo encerrou o pronunciamento dizendo que havia muita coisa boa para informar aos trabalhadores, mas não estava autorizado a revelar, pois o governador Jaques Wagner é que vai anunciar  às 14h30 quando os trabalhadores serão recebidos pelo governador.

O secretario Eduardo Salles por sua vez  mostrou -se totalmente favorável ao movimento, segundo ele, antes de ser secretário, tem como função profissional a agronomia e que por muito tempo trabalhou com a FETAG e conhece o trabalho coerente dessa entidade. 

 “Para mim a fetag tem um espaço na Bahia e no Brasil muito grande, não vejo o engrandecimento da agricultura sem o trabalho de vocês que formam a entidade que é o orgulho dos trabalhadores, concluiu Salles.

Boneco da burocracia queimado – depois de discurssar, o secretario foi convidado pelo locutor Valdemí de Assis para acompanhar a incineração do boneco da burocracia, boneco este que levava um faixa com seu nome  durante a caminhada pelas avenidas do Centro Administrativo da Bahia (CAB).

O boneco foi colocado no chão, em frente a secretaria e depois de receber uma boa quantidade de álcool foi incinerado para a vibração dos agricultores.

Neste momento os trabalhadors estão em frente a governadoria onde serão recebidos pelo governador.

 

Grito da Terra Bahia – Cerca de cinco mil trabalhadores rurais ocupam a Secretaria da Agricultura neste momento

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais de todo o es tado da Bahia  estão neste momento ocupando as áreas interna e externa da Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia em reividicação a melhorias para o moradores do campo. Os manifestantes chegaram na  de forma pacífica e portando faixas e cartazes entraram na secretaria, subiram as escadas e o grito de Reforma Ágraria Já. 

Um carro de som está acompanhando toda a movimentação e em cada parada vem sendo franqueada a palavra para diretores da entidade, muitos deles cobraram mais a participação do governo no cumprimento urgente de acordos do governo para com a classe.

O secretário Eduarado Sales deve subir no carro de som para falar para o povo a posição da seagri quanto ao atendimento das solicitações.

De acordo com Cláudio Bastos, presidente da FETAG, um dos principais pontos de negociação aqui na SEAGRI é a implantação do projeto que prevê a criação do Instituto da Terra e que seria vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária. “Queremos que a Coordenação de Desenvolvimento Agrário(CDA) seja transformado no Instituto da Terra para objetivar o trabalho focado na política fundiária e para execução do programa de crédito fundiário, que realiza a reforma agrária complementar”, explica. O presidente da Fetag comenta que os secretários ligados à pasta têm recebido a proposta como positiva. “Todos acham a ideia fundamental”, completa.

O fortalecimento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) também será debatido entre os participantes. “70% da segurança alimentar do país é abastecida pelos agricultores familiar. Se eles deixarem de plantar, as pessoas não terão mais comida na mesa”, diz.

 

 Grito da Terra Bahia, começa as atividades neste segundo dia

 

 

O grito da terra Bahia, edição 2011 começou na manhã de terça-feira (26), com um ato em frente a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária uma (Incra), no Bairro da Sussuarana, em Salvador, onde estiveram reunidos centenas de trabalhadores rurais que viajaram durante toda noite procedentes de diversos assentamentos de reforma agrária do interior do estado. O  “Grito da Terra Bahia” acontece uma vez por ano e na oportunidade, antes de começar o ato, os trabalhadores apresentaram alguns produtos da agricultura familiar, que depois foram doados aos funcionários do INCRA e cantaram musicas que externavam suas reivindicações.

O objetivo da mobilização, organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura na Bahia (FETAG-BA), é pressionar o estado a agilizar o processo de reforma agrária e negociar as ações de fortalecimento da agricultura familiar. Na Bahia, segundo informações dos líderes sindicais, são mais de trezentas fazendas abandonas e improdutiva que podem ser incluídas dentro do plano de reforma agrária.

Uma destas áreas, segundo o agricultor Sandoval Alves Rodrigues, é a Fazenda Maravilha dois, em Santa Cruz de Cabrália. “São 310 hectares de terras do INCRA que era usada pela empresa Verapel e 630 hectares pertencentes aos estado e nós queremos  resolver logo está questão e receber os nossos títulos de terras. Só vamos sair daqui quando está situação estiver resolvida”, garantiu Alves. Ele estava acompanhado de 08 pessoas da comunidades e viajaram 09 horas em um ônibus que transportavam mais 40 pessoas de outros assentados da região.

 

Líderes sindicais de todo estado estiveram presentes e usaram da palavra, pedindo “reforma agrária já”. Para o presidente da FETAG, Cláudio Bastos, o INCRA não pode continuar o mesmo, tem que diminuir as burocracias e aumentar o número de servidores. “Para acabar com a pobreza no Brasil, tem que haver reforma agrária já e os investimento  agrícola nos estados do nordeste devem ser diferente do sul, principalmente por causa das questões climáticas”,  falou Bastos.

Segundo Cláudio Bastos, muitas  delegações do interior chegaram a capital durante está terça-feira, porém a  expectativa é que compareçam ao ato de  três a cinco mil trabalhadores rurais dos cerca de 400 sindicatos que compõem a classe na Bahia. Na pauta de reivindicação, além da  reforma agrária, inclui a agricultura familiar,  segurança pública, saúde e educação no campo e que o programa ‘Brasil sem Miséria’, do Governo Federal, abranja todos os povoados do estado.

De acordo com Bastos, um dos principais pontos de negociação é a implantação do projeto que prevê a criação do Instituto da Terra e que seria vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária. “Queremos que a Coordenação de Desenvolvimento Agrário(CDA) seja transformado no Instituto da Terra para objetivar o trabalho focado na política fundiária e para execução do programa de crédito fundiário, que realiza a reforma agrária complementar”, explica. O presidente da Fetag comenta que os secretários ligados à pasta têm recebido a proposta como positiva. “Todos acham a ideia fundamental”, completa.

O fortalecimento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) também será debatido entre os participantes. “70% da segurança alimentar do país é abastecida pelos agricultores familiar. Se eles deixarem de plantar, as pessoas não terão mais comida na mesa”, diz.

O secretário  geral da Confederação dos Agricultores na Agricultura (CONTAG), David Wylherson Rodrigues de Souza, disse que nos oito anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma agrária ficou estagnada e não avançou, “portanto o nosso movimento tem que ser organizado para conseguirmos estes avanços agora na gestão da nossa presidente Dilma”.

Durante o ato na sede do INCRA, estiveram presentes a deputada Kelly Magalhães e Fabrício Falcão, que por doze anos exerceu a função de assessor da FETAG e, em seu pronunciamento, voltar a afirmar que seu mandato pertence aos trabalhadores rurais.

O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Adílson Araújo disse que governo e feijão é igual e se não botar pressão não amolece.

Os trabalhadores foram recepcionado pelo superintendente interino do INCRA, Marcos Nere, que destacou a parceria que existe com a FETAG e transmitiu a informação que a direção nacional do INCRA mandou fazer um levantamento dos assentados que ainda não foram beneficiada com energia e água para serem atendidos o mais rápido possível.    

As 15h, os trabalhadores realizaram um segundo ato, em frente da Assembléia Legislativa, onde pediram aos deputados para aprovarem os projetos de interesse da categoria. A maioria deles, cerca de doze, e autoria do deputado Fabrício Falcão (PcdoB). Foi formada uma comissão que esteve com o presidente da  Assembléia Marcelo Nilo.

O ato de encerramento do Grito da Terra estadual está marcado para esta quarta-feira (27)as 15h, onde está previsto um encontro das lideranças com o governador Jaques Wagner para receberam a resposta da pauta entregue no dia 07, que. contém os oito eixos e 44 itens prioritários para os trabalhadores rurais do estado e  detalhados durante a semana com as diversas  secretarias do Governo Estadual.

Da redação CN * fotos : Raimundo Mascarenhas e Ascom Fetag

 

 



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