cultura

quarta-feira, 20 de julho de 2011 09:00

Santaluz II – Movimento cultural lembra a história do município

Como parte das comemorações dos 76 anos de emancipação política do município de Santaluz, foi realizado durante todo o dia de terça-feira (19), no auditório municipal Lindaura Carneiro de Araújo, um ato de valorização da cultura local.

 

O momento atual foi lembrado através de um documentário onde mostrou as principais ações da prefeitura na gestão atual iniciada em janeiro de 2009. As atividades tiveram inicio com apresentação de um filme.

O evento coordenado pela assessora de comunicação, Aline Cunha e pela secretária de educação, Maria Aparecida Rodrigues Sena, “Cida”, mobilizou representações culturais de todo município, a exemplo dos estudantes do Distrito do Pereira, á 60 km da sede, que apresentaram a peça, “Cordel Adolescente”.

O prefeito Joselito Carneiro Araújo Júnior (DEM), recebeu um certificado pela atenção que vem dedicando aos artistas do município. Ao lado do prefeito, conhecidos nomes do mundo artísticos de Santaluz, ocuparam as primeiras cadeiras no auditório. “Um gestor municipal tem que ter a capacidade de conduzir todas as áreas da sociedade, dentre elas o bom relacionamento com os artistas, conhecer o potencial de cada um e apoiar. Passamos esta honraria, até mesmo em nome dos artistas anônimos, ao prefeito Júnior, pois tem dedicado uma atenção especial a todos eles”, falou a professora Cida, com é conhecida a secretaria de educação. Durante o pronunciamento, Júnior destacou a importância dos artistas da terra e o grupo das terceira idade, ”verdadeiros jovens de espírito”. “Essa nossa cidade é bonita de se vê”, concluiu o prefeito, lembrando o slogan da gestão.

O grupo da terceira idade, que praticamente ocupou um lado do plenário, representada por Dona Anita, recebeu um certificado pela participação no evento no quadro “conte sua história”.

Com a história na ponta da língua, Joaquim Antônio da Silva, 76 anos, residente no Bairro Jardim Luzense, contou ao CN que o município foi criado com a denominação de Santa Luzia e território desmembrado de Queimadas por Decreto Estadual de 18 de Julho de 1935. Em 1943 o topônimo foi alterado para Santaluz. A sede, criada distrito com a denominação de Santa Luzia em 1918, foi elevada a categoria de cidade por Decreto Estadual de 30 de Março de 1938. “Esse município é muito grande e se limita com Valente, Queimadas, Cansanção, Conceição do Coité, Retirolândia, Gavião, Nordestina e Araci”, falou “Seu Joaquim”, soltando um sorriso, demonstrando conhecer bem história do munícipio, que se emancipou no dia em que ele nasceu.

A cidade nasceu, no século passado, de uma estação ferroviária da Leste Brasileiro, obra implantada em local onde havia uma aglomeração de casas, dentro da Fazenda Santa Luzia, no município de Queimadas e com a inauguração e utilização frequente da estação, formou-se um arraial, sendo edificadas casas residenciais e comerciais. Várias peças lembrando esta parte da história foram colocadas para exposição na sala que dar acesso ao plenário do auditório, chamando atenção das pessoas que iam chagando para o evento. Stands representativos do sisal, que por muito tempo foi o principal meio de sobrevivência das famílias que residiam na zona rural, da pedra, geradora de emprego e renda e do ouro, potencial do município, foram montados para lembrar a importância econômica da comunidade.

Outra marca na história do município – O aposentado da Leste Brasileira, João Roberto Cunha, 72 anos, natural de Alagoinhas, viúvo, contou ao CN, que a linha férrea que passa por Santaluz, liga a estação de São Francisco, em Alagoinhas, ao rio São Francisco, em Juazeiro e foi aberta entre 1880 e 1896 pelo Governo brasileiro, que deu a concessão a, segundo algumas fontes, Miguel Argolo.

Usando uma linguagem técnica dos ferroviários, ele contou que os trens partiam da estação de São Francisco, aonde chegava uma linha em bitola larga (1m60), a E. F. Bahia ao São Francisco. Em 1911, essa linha teve a bitola reduzida e as duas linhas foram unidas sob a concessão dos franceses da Cia. Chemins de Fer Federaux du LEst Brésilien. Em 1935, tudo virou parte da VFFLB, estatal, e a linha passou a se chamar Linha Centro. Em 1957, foi uma das formadoras da RFFSA. Em 1975, deixou de existir o nome VFFLB. Ainda circulavam trens de passageiros entre Alagoinhas e Senhor do Bonfim até 1989. Em 1996, passou a ser concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. Tem tráfego de cargueiros até hoje. 

Cunha disse que a estação de Santa Luzia foi inaugurada em 1884, de acordo como Guia Geral de 1960, mas Cyro Deocleciano afirma em seu livro de 1886 que todo o trecho além da estação de São Francisco estava em construção nessa época. A cidade se formou em volta da estação: A sede municipal de Santaluz se originou, ainda neste século, de uma estação ferroviária da Leste Brasileiro, obra implantada em local onde havia uma aglomeração de casas, dentro da Fazenda Santa Luzia, no município de Queimadas. Com a inauguração e utilização frequente da estação, formou-se um arraial, sendo edificadas casas residenciais e comerciais.

Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas

 



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