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segunda-feira, 01 de agosto de 2011 03:17

Valente – Prefeito atende reivindicação e professores suspendem a greve

Com a nova proposta os professores de Valente passarão a receber como salário base inicial o piso Nacional estabelecido em R$ 1.187,97 (40 horas semanais de trabalho).

Os professores da rede municipal do município de Valente retornam as suas atividades normais nesta segunda-feira (01), depois de uma semana de paralisação. A categoria teve a reivindicação  atendida pelo prefeito Ubaldino Amaral (PSC), que enviou a Câmara um novo projeto de lei, conforme a Lei do Piso Salarial Nacional do Professor (Lei Federal 11.738/2008 – Parecer do STF em maio/2011), alterando a tabela de vencimento dos proventos, passando a vigorar retroativamente a 1º de maio.  Com a nova proposta os professores de Valente passarão a receber como salário base inicial o piso Nacional estabelecido em R$ 1.187,97 (40 horas semanais de trabalho).

 O Projeto de Lei Complementar nº 011/2011, que altera a tabela de vencimentos básicos dos professores da rede municipal de ensino de valente, nos termos da legislação vigente, atendendo a reivindicação do Sindicato dos Servidores de Valente (SESEV) e após a aprovação por unanimidade em dois turnos, será encaminhado ao executivo para ser sancionado.

Após ser sancionada lei, os salários serão pagos de acordo com os níveis e ficaram aproximados aos publicados abaixo:

Para os professores com jornada semanal de vinte horas:

NÍVEL ESPECIAL: R$ 593,50

NÍVEL 1: R$ 741,50

NÍVEL 2: R$ 816,00

NÍVEL 3: R$ 897,50

NÍVEL 4: R$ 967,00

Para os que trabalham quarenta horas:

NÍVEL ESPECIAL: R$ 1.187,00

NÍVEL 1: R$ 1.453,50

NÍVEL 2: R$ 1.632,00

NÍVEL 3: R$ 1.795,00

NÍVEL 4: R$1.974,50

Entenda o que motivou a greve – No inicio de julho, aconteceu uma reunião entre o prefeito Ubaldino Amaral e uma comissão do Sindicato da categoria e na época a equipe da Prefeitura propôs encaminhar um Projeto de Lei pedindo autorização a Câmara para reajustar os salários a partir de julho, sendo que  começaria a pagar em outubro, ou seja, pagaria dois meses, o atual (outubro) e um atrasado (julho). No mês seguinte, novembro, pragaria o mês 11 e 08, ou seja, pagaria mensalmente o valor corrigido mais a diferença. Os meses de maio e junho início do período determinado pela Lei federal, não seriam contemplados. Proposta não aceita pela classe

Com a greve deflagrada, o prefeito voltou a sentar com o Sindicato e atendeu a categoria, encaminhado a Câmara o projeto de lei que foi aprovado na sexta-feira (29), incluindo a diferença dos meses de maio e junho.

 Secretário fala em avanços – Ao CN, o secretário de educação, Marcos Adriano disse que a classe dos professores de Valente, ao longo dos quase 07 anos da administração de Ubaldino Amaral, conseguiu avanços salariais e cita como exemplo:

  • Em janeiro de 2005 o professor com formação superior, recebia de salário base R$ 286,00 e, hoje, com o novo Plano de Cargos passa a receber R$ 741,50 (uma evolução de quase 160%).

 

  • A categoria recebeu grande incentivo de formação e qualificação com a

 

  • Parceira da FTC (mais de 90 professores se graduaram em 05 anos) e com o MEC (mais de 30 professores cursam a Plataforma Freire em curso de nível superior e mais 17 estão matriculados para segunda etapa da formação).

 

  • Aumento do estímulo à atividade de classe que, antes era de 10% do salário base e, desde 2009 é 20%.

 

  • Os professores (juntamente com todos os funcionários públicos municipais) também ganharam direito ao adicional por tempo de serviço de 5% a cada 05 anos de trabalho;

 

  • Adicional de 10% (sobre salário base) de estímulo à atividade complementar para professores em classes de séries iniciais do ensino fundamental e educação infantil.

“Estamos investindo muito na infraestrutura das escolas, pois entendemos que os professores e alunos precisam de um ambiente agradável para ensinar e aprender. Só para constar, apenas no primeiro semestre deste ano foram investidos mais de R$ 250 mil reais em reformas, ampliações e construções nas escolas, tanto na sede quanto na zona rural. Melhoramos o atendimento pedagógico com a implantação de coordenação pedagógica nas próprias escolas, implantamos desde 2006 equipe de psicopedagogas para acompanhamento de crianças com problemas de aprendizagem. Oferecemos diversos cursos de formação para professores e outros profissionais da educação. Tudo isso deve ser visto como investimento em educação e deve ser levado em conta num processo de educação municipal. A prefeitura tem que olhar o processo como um todo e não focar apenas um ponto. Temos a consciência de um trabalho bem feito e estamos convictos de continuar elevando nossos indicadores, pois acreditamos nos nossos professores e temos a certeza de um trabalho de qualidade”, falou Marcos sobre os investimento.

Por: Valdemí de Assis /



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