Feirantes de “fora” poderão ser proibidos de comercializar na feira-livre das quintas-feiras

A decisão final irá ocorrer depois de uma reunião entre a prefeita da cidade e a associação de feirantes

Os feirantes que comercializam confecções e que não moram na cidade de Araci foram surpreendidos com o aviso “verbal” levado por uma pessoa que se apresentou com funcionário da Prefeitura e teria ido em nome do coordenador de Tributos, professor José Raimundo dos Reis. A notícia, nada boa, informava que eles estavam proibidos de comercializarem nas feiras-livres realizadas as quintas-feiras.

Uma das pessoas que foi informada para não voltar a armar sua barraca de 07 x 02 foi Alexandra Andrade, residente em Ribeira do Pombal, que há um ano e dois meses frequenta a feira das quintas-feiras e como ela trabalha mais 04 pessoas. “Com essa notícia eu não venho mais e serei obrigada a ficar parada nas quintas-feiras, pois esta é a única da região”, lamentou a comerciantes que trabalha nas segundas em Antas, quarta, Cipó, quinta, Araci, sexta, Ribeira do Pombal, sábado, Euclides da Cunha e domingo, no Sítio do Quinto. O único dia que descansa é na terça-feira e mesmo assim aproveita para fazer compras e repor as mercadorias.

Ela também queixou da atitude da Prefeitura exatamente na semana que antecede a festa da Padroeira e os festejos de final de ano, pois eles prepararam estoque para ocasião.

O “Seu” Amado Pereira, residente na cidade de Araci, tem 20 anos de negócio e costumava viajar, mas parou e apenas comercializa nas segundas e quintas-feiras. Ele disse que não é possível acompanhar seus colegas de outras cidades nos preços e não entende, pois compra no mesmo lugar para revender e os preços que as mercadorias são bem abaixo e em alguns casos, até mais barato daqueles adquiridos nos fornecedores. “Tem produto que a gente vende por R$ 20 e eles fazem por R$ 10 e muitas vezes por R$ 5”, desabafou.

Procurado pelo CN, o professor Reis, como é conhecido o coordenador de Tributos, confirmou a informação e disse que na feira-livre que acontecerá na segunda-feira, eles serão informados oficialmente. Para justificar a ação, Reis contou que a prefeita Maria Edneide teria sido procurada por representantes dos feirantes naturais de Araci que alegaram não estarem tendo como trabalhar, pois não conseguem concorrer com os “colegas de fora”.

Para o comerciante Valter Barreto, caso isto realmente ocorra, vai ser uma reserva de mercado e estará sendo travada a liberdade de consumo. “O que tem que acontecer é os feirantes de Araci melhorar o serviço e encontrar meios de concorrer, quer com preço ou com atendimento. Só não pode é proibir que os feirantes de outros municípios venham para Araci, pois eles também são consumidores e gastam com alimento, gasolina, etc.”, externou o comerciante do ramo de lanchonete.

A feira-livre que é realizada as quintas-feiras, existe ha mais de quinze anos e foi criada pelo ex-prefeito Edvaldo Pinho como forma de incentivar a economia da cidade, que tinha apenas uma feira, que acontece às segundas-feiras. Segundo Barreto, com o passar do tempo, vem decrescendo e ele teme que acabe com esta decisão.

Uma funcionária municipal que trabalha na sede da Prefeitura, que não quis se identificar, admite que caso ocorra este ato, a feira poderá acabar, pois, mesmo com as opções diversificadas de confecções, moradores de Araci estão viajando a cidade de Serrinha nos dias de quarta-feira para comprar roupas.  

O CN procurou também a prefeita Nenca e ela garantiu que não há nada certo quanto à proibição dos feirantes e o assunto será tratado numa reunião com os comerciantes de Araci e será encontrada uma solução para impasse.

Por: Valdemí de Assis

  

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  1. Antoniel: 
    SANTA lUZ - 26 de novembro de 2011
    CABE AOS OUTROS BARRAQUEIROS DE CIDADES VIZINHAS FAZEREM A MESMA COISA COM OS BARRAQUEIROS DDE ARACI . COMO ELELS SE SENTIRIAM???????????
  2. Robson Mascarenhas: 
    Conceição do Coité - 25 de novembro de 2011
    Sem comentário, isso não existe fazer uma feira livre só com comerciantes locais. Portanto comércio sem concorrência não existe, a venda depende da boa qualidade do produto, local, preço e principalmente um bom vendedor. No entanto os feirantes estão querendo monopolizar o comércio local fugindo dos concorrentes e explorando a clientela.
  3. Professor Marivaldo Abreu: 
    24 de novembro de 2011
    Isso é uma vergonha. Proibir pessoas de comercializar em determinadas cidades, só porque vendem mais barato. E o povão onde fica? Vão ter que comprar mais caro só para satisfazer a uma menoria que querem ganhar 200% em suas mercadorias.
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