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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 18:39

Campanha nacional contra exploração sexual a crianças e adolescentes é lançada em Salvador

O secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Carlos Brasileiro, declarou que o número de denúncias de exploração a crianças e adolescentes na Bahia saltou de 900, em 2010, para 1.860, em 2011.

Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

O lançamento da Campanha de Mobilização Nacional pelo Combate à Exploração Sexual a Crianças e Adolescentes Durante o Carnaval 2012, com o slogan Liga da Proteção – Proteja Nossas Crianças e Adolescentes, aconteceu nesta quinta-feira (16), na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), no Centro Administrativo da Bahia. Durante o lançamento, crianças do Grupo Balé Florita, de Itapuã, da comunidade da Baixa do Soronha, apresentaram um número de dança.

Entre as ações da campanha, está a distribuição de materiais de divulgação em 19 estados. Na Bahia, serão distribuídos 500 camisetas, 1.500 máscaras de papel, mil viseiras, 40 mochilas, banners, cartazes, adesivos. A mobilização será realizada em blocos carnavalescos, aeroportos, rede hoteleira, bares, restaurantes, rodoviárias e estradas.

Além de Salvador, os materiais de divulgação serão enviados para as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Vitória, Belo Horizonte, Natal, João Pessoa, Boa Vista, Campo Grande, Rio Branco, Goiânia, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus, Fortaleza e Belém.

Participaram do evento as ministras Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar, além da primeira dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Fátima Mendonça, e outras autoridades.

Maria do Rosário disse que Salvador foi escolhida “pela receptividade desse povo que está atento para enfrentar a exploração sexual a crianças e adolescentes. O governo da Bahia está participando conosco no lançamento da campanha nacional”. Para ela, Salvador é um ícone do Carnaval brasileiro e a campanha, sendo lançada na capital baiana e nesta época, terá projeção mundial.

“Podemos estar juntos e mais fortes. Quem perceber uma criança brasileira sendo explorada pode telefonar para o Disque 100, a ligação é gratuita, ou procurar o Conselho Tutelar”, informou a ministra.

O governador Jaques Wagner, que compareceu ao evento, mas precisou sair antes do início, falou sobre a importância do lançamento da campanha em Salvador. “É um orgulho receber as ministras Maria do Rosário e Luiza Bairros para lançar essa campanha aqui, onde é realizado o maior Carnaval do país. A preocupação é que, nessa época, se acentua a exploração a crianças e adolescentes. Então, o alerta é dado desde a chegada dos turistas”.

Ainda segundo o governador, para atuar na prevenção da exploração a crianças e adolescentes, existe também uma parceria entre as polícias Militar e Civil e o Ministério Público. “Esta é mais uma mensagem de paz para o Carnaval da Bahia. Quem está vindo para cá, que venha brincar, mas respeite nossas crianças e nossos adolescentes”.

 Número de denúncias aumentou – O secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Carlos Brasileiro, declarou que o número de denúncias de exploração a crianças e adolescentes na Bahia saltou de 900, em 2010, para 1.860, em 2011. “Isso é o resultado de um trabalho continuado de conscientização que o governo da Bahia vem fazendo. Temos os centros de referência em assistência social (Creas) nos municípios e fazemos um cofinanciamento para que eles apliquem em políticas públicas para o combate à violência sexual na infância e na adolescência. O Estado é um dos maiores investidores nesta área e a Sedes é a responsável pela campanha na Bahia”.

Para o coordenador do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) e do Comitê Estadual de Enfrentamento à Exploração Sexual, Waldemar Oliveira, o crescimento do número de denúncias não reflete o aumento de incidência da violência e exploração contra a criança e o adolescente, mas uma maior sensibilização da sociedade. “Há 17 anos o Cedeca tomou esta iniciativa, que posteriormente foi incorporada por um conjunto de atividades governamentais e não governamentais. Somos pioneiros nessas campanhas no Brasil”.

Fonte: SECOM



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