bahia

sexta-feira, 24 de agosto de 2012 18:46

Apreendidas 2.570 caixas de remédios distribuídos por candidato a vereador

Em um dos depoimentos colhidos entre moradores de Itaiá foi dito que Lito fazia visita aos domicílios e invariavelmente deixava um frasco de remédio dizendo para quê era indicado.

Um total de 2.570 caixas de medicamentos, muitos de tarja preta, que estavam sendo distribuídos aleatoriamente por um candidato a vereador para possíveis eleitores, foram apreendidas ontem, dia 23, no distrito de Itaiá, município de Firmino Alves.

Após receber reclamações, o promotor de Justiça Dario José Kist instaurou um procedimento e requereu medida cautelar de busca e apreensão no imóvel alugado e mantido pelo candidato conhecido por Lito. Em fase final de coleta de depoimentos, o promotor de Justiça pretende também requerer a cassação da candidatura de Lito no âmbito eleitoral e requisitar a instauração de inquérito policial no âmbito penal para verificar a constatação de crime de tráfico de drogas e saber a origem dos medicamentos.

Informa Dario Kist que, numa perícia preliminar feita por um bioquímico, foi constatado que alguns dos remédios contêm substância entorpecente como princípio ativo e sua distribuição sem receita médica configura tráfico de droga, de acordo com a Lei de Tóxicos. Inclusive, o candidato tem escolaridade correspondente ao segundo grau, não tendo qualquer familiaridade com a área médica. Em um dos depoimentos colhidos entre moradores de Itaiá foi dito que Lito fazia visita aos domicílios e invariavelmente deixava um frasco de remédio dizendo para quê era indicado.

A casa de dois pisos que servia para armazenar o estoque de remédios mantém na fachada a propaganda política do candidato a prefeito conhecido por Zinho e do próprio Lito. Para o promotor de Justiça, a distribuição dos produtos tem um intuito claramente eleitoreiro “haja vista que está sendo perpetrada por candidato a cargo eletivo.” Além disso, o comportamento de Lito “causa flagrante risco à saúde pública, na medida em que são distribuídos remédios para consumo em geral e sem nenhuma prescrição médica, sendo ainda possível e provável que se trate de produtos falsificados ou adulterados, o que será investigado no âmbito penal.



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