barrocas

quinta-feira, 02 de agosto de 2012 20:51

Moradores podem ter sofrido o golpe do computador barato

O suposto estelionatário enganou a muita gente, menos a um garotinho que se entrometeu na conversa e questionou: "isso não é roubo não?"

Moradores da comunidade de Ipoeira/Barrocas podem ter sido vítimas de um novo golpe, o “golpe do computador barato”. Na terça-feira (31), um homem aparentando ter entre 45 e 50 anos, bem vestido, apareceu na Escola Municipal José Quintino Rocha na Zona Rural do Município. Segundo a responsável pela unidade escolar, senhora Railda, o homem se identificou como representante de uma instituição ligada ao governo e munido de informações sobre a escola obteve a confiança de todos. Ele informou que ali estava para iniciar o processo de entrega de novos computadores a escola, pois os que lá estavam instalados utilizavam apenas uma CPU para vários usuários e ainda não tinha internet.

O suspeito quis saber o destino de uma TV de 32 polegadas que seria da escola, e foi ainda mais longe ao dizer que a escola nas fotos que tinha no sistema apareceu com outra estrutura. Em certo momento da conversa, munido de formulários (título inclusão digital) e impressão com a suposta configuração dos computadores, disse que algumas das escolas da região que receberiam os equipamentos, estavam fechadas por isso quem como fosse da escola, poderia comprá-los por apenas R$600,00, pagos da seguinte maneira, R$300,00 a vista (pago imediatamente) e duas vezes de R$150,00.

Duas serventes da escola e uma vizinha, diante do desejo de ter um computador em casa pagaram os valores, uma delas tomou o dinheiro emprestado para poder realizar o seu sonho. Além da excelente configuração, a máquina viria com modem para acesso gratuito a internet, e mais, de brinde as vítimas receberiam uma câmara digital. Uma pessoa próxima às vítimas foi até a sede do município para sacar o dinheiro no banco.

Talvez os indícios de fraude fossem fortes, mas a “lábia” do suposto golpista era ainda mais convincente, ele chegou a dizer que voltaria para almoçar junto com os demais representante da instituição que viriam no caminhão com os PCs, e pediu ainda que se fizesse café, pois um dos ajudantes era fumante.
“logo que o Brasil tá andando assim para frente, eu pensei que era verdade”, disse uma das pessoas lesadas.

Tomamos conhecimento da situação através da secretária de Educação do Município, Ana Clécia e na quinta-feira (2) fomos à comunidade de Ipoeira, lá conversamos com as vítimas uma delas a senhora Nilzete nos disse: “ele já chegou falando que ia trocar os computadores da escola, pois não serviam, disse que teríamos internet de graça, não desconfiei porque chegou falando da escola, e sempre vemos na televisão falar que o governo vai liberar internet”, ainda abalada o humilde senhora falou; “logo que o Brasil tá andando assim para frente, eu pensei que era verdade”; outra vítima lembrou que o homem esteve tão bem vestido que usava um sapado que parecia ser de couro de jacaré.

Perguntada se ainda tinha esperança, dona Nilzete disse; “A ficha não quer cair ainda, pois o papo dela conversar tudo certinho parecia ser verdade, será que vai voltar? Sei lá”, finalizou.

Dona Jerusa, uma das vítimas lembrou que o homem, de pele morena clara, usava crachá, e estava num veículo gol, vermelho. “foi R$300,00, a gente fica indignada, vir aqui sabendo informações sobre a escola e enganar a gente, ele falou que já vinha armar duas horas e não voltou”. Lamentou.

A professora e responsável pela escola, senhora Railda Oliveira Santiago, disse que o homem que se identificou como Paulo César Passos Souza, tinha informações sobre a escola, inclusive a função dela. O suspeito lhe informou que iria ganhar um notebook através da revista “Nova Escola”.

A comunidade é carente, faz divisa entre as cidades de Barrocas e Serrinha, pela distância da sede, foi alvo ideal para o golpe.

Ao ligar para o número do telefone deixado pelo homem, percebe-se que não funciona além do número do telefone um número de conta da Caixa Econômica Federal foi deixado para que o valor referente às parcelas fosse depositado. Como se tratava de uma compra a prazo uma das vítimas perguntou se não seria necessário o número do CPF, prontamente o homem que vende computador a R$600,00, disse que não.

Uma criança que observava tudo teria perguntado; “Não é roubo não?”. Talvez ele estivesse certo. Mas o suspeito o recriminou, e como sempre nós fazemos, as vítimas não escutou o objeção feita pelo menino. Só das vítimas de Ipoeira foi levado R$900,00 (novecentos reais) em dinheiro vivo. Até quinta-feira (2) nenhum caminhão passou entregando os computadores.

Fonte: Jornal a Nossa Voz

 



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