politica

quinta-feira, 30 de agosto de 2012 12:13

Vereador Agnaldo vence a eleição indireta para prefeito de Valente (matéria atualizada)

Marlene Mota que foi derrotada em 2008 ao lado de Ismael, foi eleita vice de Agnaldo

Pela primeira vez na história de 54 anos de emancipação a Câmara de Vereadores do município de Valente, situada no território do sisal, na Bahia, elegeu indiretamente o prefeito tampão para concluir o mandato até o dia 31 de dezembro. O vereador Agnaldo Oliveira (PT) foi eleito com 5 votos  do total de 9 vereadores depois de ter concorrido com  Marivaldo Mota Barreto (PSDB), que teve como candidato a vice Roberto Ramos (PDT) receberam 4 votos, e Eclesiastes Araújo (PSC) e seu candidato a vice  Laércio Carneiro dos Santos não obtiveram voto.

Participação popular – Com o plenário lotado, o presidente em exercício, José Robson, “Zé de Zely”, teve dificuldade de manter as pessoas em silêncio, que vibravam a cada chamada dos vereadores que eram tidos como voto certo do candidato petista e ensaiaram uma vaia para aqueles que supostamente iriam votar em um dos candidatos da situação. No final, o candidato Aste, que zerou na votação, disse ao CN que não houve surpresa, pois houve uma combinação prévia com o grupo liderado pelo prefeito Ubaldino Amaral que todos os vereadores do seu grupo votassem em Marivaldo Mota e isto não lhe causaram nenhum ressentimento e que continuará firme na campanha dos candidatos apoiados por Amaral, Zenobio e Marcos Adriano.

A sessão teve inicio ás 10h06  e Zé de Zely convidou os candidatos a prefeito para ocuparem as cadeiras no centro do plenário e por ordem de inscrição falaram por um tempo de aproximadamente dez minutos, onde apresentaram suas plataformas de governo.

O primeiro a usar da palavra foi Eclesiastes Araújo, que garantiu dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito há sete anos pelo ex-prefeito Ubaldino Amaral e sequenciado no último mês pelo vereador Vado do Hospital (PR). “Valente é um canteiro de obras e a Prefeitura está equilibrada e sendo o escolhido pelos vereadores, seguirei o exemplo do prefeito Ubaldino, que o considero como melhor prefeito da história do município”, falou Aste, como é conhecido o candidato. Ele concluiu sua fala lembrando que sempre teve o sonho de ajudar sua comunidade, tanto que disputou sem obter êxito, as duas últimas eleições para vereador.

Na mesma linha de raciocínio, o social democrata, Marivaldo Barreto, irmão do vereador Rege Mota, pediu o voto e destacou a importância do ato e da escolha dos parlamentares para continuar o trabalho que vem sendo realizado de 2004, quando Ubaldino Amaral foi eleito pela primeira vez. “Não sou político militante, apenas um cidadão de boa vontade e coloco meu nome para Valente continuar no caminho certo e o destino do nosso município está nas mãos dos senhores vereadores”, encerrou Nego, como é conhecido o comerciante do ramo de restaurante.

O petista Agnaldo Oliveira, vereador de primeiro mandato, pediu permissão para falar sentado por está com problema no joelho, e lembrou que a eleição para escolha do novo prefeito foi resultado das falhas cometidas pelo gestor reeleito em 2008 e a justiça corrigiu e fez justiça. Segundo Agnaldo, ele foi incentivado pelos colegas vereadores a ser candidato a prefeito tão logo a saiu a decisão que ocorreria uma nova eleição. “Qualquer gestor tem a obrigação de honrar com os compromissos assumidos e caso, eleito, vamos moralizar a Prefeitura e cumprir com todas suas obrigações, a exemplo do pagamento de pessoal e fornecedores, pois isto não é favor e sim obrigação de qualquer gestor público”, falou Oliveira ao finalizar seu pronunciamento, enquanto destacava a importância da sua vice-prefeita.

Antes de convocar os vereadores, por ordem alfabética, de acordo com os nomes parlamentares, o presidente Zé de Zely, esclareceu os métodos e as normas de votações, mostrou às cédulas a rubricou, acompanhado vereador Gabriel Mota, todas elas. O primeiro a votar foi o candidato Agnaldo Oliveira.

Após a sessão que elegeu o novo prefeito e vice do município de Valente, foi convocada outra sessão para sábado ás 10h, quando a dupla será empossada e o prefeito interino, vereador Lucivaldo Araújo (PR), “Vado do Hospital”, retorna volta a presidência da Câmara e o suplente de vereador, Ivo Ferreira, assumiram a vaga de Agnaldo Oliveira.

O voto mais esperado de Rege Mota foi para cumprimento da palavra

Rege Mota e Marivaldo – Desde a formação e inscrição das chapas  o principal foco da eleição passou a ser Rege Mota e seu irmão Marivaldo, pois nos bastidores da política local era nítida a vitória de Agnaldo por ter sido indicado pelo PT que mais uma vez se aliam para disputar as eleição de 7 de outubro, assim juntando os votos da oposição com os de situação as contas fechavam com a vitória realmente de Agnaldo, porém de forma estratégica o grupo de Ubaldino Amaral lançou duas chapas, na expectativa que Rege votasse com seu irmão e poderia complicar para Agnaldo, só que na sessão anterior Rege usou a Tribuna dizendo que não votaria em seu irmão por entender que foi uma “jogada suja” para criar problemas dentro de sua família, pois jamais Nego como é conhecido seria convocado para encabeçar uma chapa numa eleição normal e que ha um ano atrás sem que ninguém imajinasse que iria ocorre essa revolução política em Valente, Agnaldo abriu mão de sua candidatura a reeleição para lhe apoiar e ele não poderia deixar de votar no mesmo que está na campanha para sua reeleição para vereador e que estaria cumprindo com a palavra.

Abraço nada cordial entre Marivaldo e Rege

Marivaldo com um olhar de descontentamento olhou para Rege assim que foi divulgado o resultado e que deixou de ser eleito por não receber o voto do prório irmão. Nego disse ao Calila que estava aborrecido pela forma que perdeu a oportunidade de ser prefeito de Valente, mas antes de entrar no mérito de não ter recebido o voto do irmão, disse que deveria o candidato não ter direito a voto, pois os demais ja sairam na desvantagem, depois veio a situação de a oposição ter maioria.

Questionado pelo CN sobre seu comportamento diante do irmão daqui para frente ele disse que Rege nunca vai deixar de ser seu irmão, não escondeu a frustração em não receber o voto, disse que vai abraçar a campanha de Zenobio e Marcos Adriano, pois segundo ele, tem o apoio de Ubaldino que foi o melhor prefeito de Valente. Quando questionado se vota em Rege para vereador ele se mostrou indeciso e disse que vai pensar, “o momento ainda é de tensão ainda não sei como será meu voto”, disse. 

Ismael Ferreira que na campanha passada tinha Marlene candidata a vice em sua chapa foram derrotados e agora no fim da gestão ver a mesma ocupar a vaga de vice mesmo que por 120 dias.

Sobre a eleição municipal, ele confirmou que continuará apoiar o candidato do partido, Ismael Ferreira, a prefeito, pois o considera um empreendedor e há trinta anos vem lutando pela qualidade de vida das pessoas.

Ao terminar a sessão, um grupo formou uma carreata que percorreu as principais ruas da cidade, passando inclusive próxima a Prefeitura, onde esta concentrada um grupo de pessoas ligadas ao ex-prefeito Ubaldino Amaral.

Lideranças do grupo de Ubaldino não compareceram – O plenário esteve completo e infiltrado na multidão o  candidato a prefeito pelo PT Ismael Ferreira e seu vice Eduardo Cedraz, assessores jurídicos e políticos. Pelo lado de Ubaldino nenhum líder.

Policiamento reforçado – Viaturas de Serrinha, Conceição do Coité, Retirolândia e Valente comandadas pelo capitão Joilson Lessa estiveram durante toda manhã no local para garantir a ordem diante da expectativa da eleição, mas apesar de algumas provocações entre correligionários dos dois candidatos que estão em campanha para 7 de outubro não houve nenhum incidente.

Por Valdemí de Assis  fotos : Raimundo Mascarenhas

 



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