A dor orofacial é uma dor associada aos tecidos duros e moles da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. A causa é multifatorial envolvendo fatores oclusais, anatômicos, emocionais e comportamentais. O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais: dentistas, médicos, fisioterapeutas e psicólogos, pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo, não se tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo a está sentindo. As dores orofaciais podem ser divididas em 3 grandes grupos:
1) Disfunções Têmpero-Mandibulares (DTM);
2) Cefaléias (dores de cabeça);
3) Dores neuropáticas (lesão ou disfunção no sistema nervoso).
Diagnóstico
O tratamento da dor orofacial começa com um conhecimento minucioso da queixa de dor do paciente. Somente com esta condição pode ser feito um diagnóstico correto para selecionar o tratamento. O paciente deve descrever detalhadamente os sintomas para a realização da apalpação da face e mandíbula (articulação e músculos da mastigação), auscultação dos ruídos articulares e observação do movimento de abertura e fechamento da boca. Nas DTMs (Disfunções Têmpero-Mandibulares) os sinais mais comuns são: ruídos articulares, dor à apalpação dos músculos da mastigação e do pescoço, além da limitação de movimentos mandibulares e cervicais. Os sintomas incluem dores faciais, dor na ATM, simulando uma dor de ouvido, fadiga ou cansaço muscular após refeições ou ao acordar, ruídos articulares, sensibilidades nos dentes e dor de cabeça.
Cefaléias
Cefaléia, ou dor de cabeça como popularmente é conhecida, constitui um problema frequente na população em geral, sendo uma das causas mais comuns na busca de atendimento médico. Existem vários estudos que comprovam uma alta relação entre desordens têmpero-mandibulares (DTM) e a dor de cabeça. A Sociedade Internacional de Cefaléia classificou as cefaléias em primárias e secundárias.
Cefaléias primárias são aquelas cuja dor de cabeça é o problema, não sendo representativas de outras doenças, enquanto as secundárias representam o sintoma de uma doença estrutural. Dentre as cefaléias primárias, as principais são: cefaléia tipo sensorial, enxaqueca, cefaléia em salvas e hemicrânica paroxística.
Dentre as secundárias, pode-se citar cefaléias com várias associações como doenças vasculares, doenças metabólicas, cefaléia ou dor facial atribuída a desordens do crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios maxilares, dentes, boca ou outras estruturas cranianas ou faciais.
Tratamento das dores orofaciais e DTM
O sucesso do tratamento está totalmente baseado no correto diagnóstico com a determinação de todos os fatores causais.
Um fator a ser considerado é que nem sempre a dor é conseqüência de disfunções têmpero-mandibulares, podendo, muitas vezes, ser sua causa, uma vez que processos dolorosos na cabeça, face e pescoço podem levar o indivíduo a abrir e fechar a boca de forma errada, ocasionando desordens articulares, musculares e oclusais.
Então, não se deve partir para tratamentos invasivos e irreversíveis logo de início, preferindo os terapêuticos conservadores e reversíveis.
1) Aconselhamento e instrução ao paciente;
2) Terapia medicamentosa;
3) Termoterapia e exercícios musculares;
4) Modalidades fisioterapêuticas;
5) P.S.R. (Physical Self-Regulation) – Auto-Regulação Fisiológica
6) Injeção em trigger points;
7) Placas oclusais;
8) Psicoterapia;
9)Aplicação de toxina botulínica;
10) Ajustes oclusais;
11) Cirurgia na ATM
Dra. Daniela Calatrone Moraes
Especialização em Protese Dentária
Especialização em DTM e dor orofacial
CRO-BA 7067

