politica

domingo, 18 de novembro de 2012 23:44

Jitaúna será dirigido por um “barbeiro”. O candidato eleito esteve em Coité e foi recepcionado por Alex Lopes

Ele só não conseguiu fazer "cabelo e barba", pois ficou com minoria na Câmara, mas está confiante reverter após negociações.

Esdon e Alex

O município de Jitaúna, situado no sudoeste da Bahia entre Ipiaú e Jequié, as margens dos rios Preto e de Contas, será administrado a partir de janeiro por Edson Silva Souza (PT), 44 anos. O petista obteve 5.055 votos, vencendo Patrícia Almeida Santos (PP), candidata apoiada pelo atual prefeito Edisio Cerqueira Alves.

Edson Silva, “Edson cabelereiro”, como é conhecido é proprietário de uma barbearia na cidade, e está no exercício do segundo mandato de vereador, tendo recebido na eleição de 2004 (203 votos) e 2008 (283 votos), o último em número de votos a se eleger e único do Partido dos Trabalhadores. “Quando meu nome começou a ser citado, logo após a eleição de 2008, começamos uma caminhada de conversas com os partidos, com lideranças, visando concretizar uma chapa que resultasse na vitória. Isto aconteceu, contamos com o apoio do PDT, que apresentou o nome do vice Joaquim Hilário de Brito, do PCdoB, isto oficialmente e do PSD, que abriu mão de uma candidatura própria, para nos apoiar”, contou Edson. O PT, nas eleições de 2004 e 2008, tentou a prefeitura com a candidatura Marcos Vinicius Menezes, que no último pleito obteve 2.370 votos, mas não foram suficientes.

O candidato eleito em 7 de outubro de 2012 de Jitaúna passou o final de semana na residência do cunhado José Leopoldino, que é empresário no ramo de madeireira, na cidade de Conceição do Coité. “Zé foi muito importante em nossa campanha, pois acreditou em nosso projeto e juntos com muitos amigos, construímos e executamos uma campanha que resultou na vitória, inclusive, a nossa coligação dizia tudo: Agora é só vitória”, falou Edson ao vice-prefeito de Coité, Alex Lopes durante um encontro na manhã de domingo (18), na residência do empresário.

Alex e Edson conversaram por mais de uma hora e falaram sobre a realidade dos dois municípios que viveram uma situação parecida no período eleitoral, ou seja, os dois integravam chapas encabeçadas pelo PT, enfrentaram e derrotaram os candidatos do PP, além do desafio de vencer grupos que historicamente estavam no poder. No caso de Conceição do Coité, o grupo dominante ganhavam eleições sucessivas há 40 anos e Jitaúna, há 12 anos. As futuras administrações terão também a representatividade do deputado Emiliano José.

O problema do emprego foi um ponto comum que as próximas gestões de Conceição do Coité e Jitaúna vão enfrentar. No caso de Jitaúna, a economia advém de uma forte influência da agricultura cacaueira, mas no decorrer da história a economia cacaueira entrou em crise, em consequência disso à cidade perdeu o rumo do crescimento, de forma, que os gestores surgidos no final da década de 80 aos dias atuais, ainda não conseguiram reestruturar o ritmo de crescimentos existentes em tempos passados.

Alex Lopes disse a Edson Silva que a ideia da nova gestão em Conceição do Coité que será conduzida pelo petista Francisco de Assis, é criar uma Secretária de Indústria, Comércio e Serviço, efetuar um cadastro de todas as pessoas desempregadas, com suas vocações e montar um grande projeto de incentivos a criação de vagas de empregos através de indústrias e comércios que queiram se instalar no município e para isso vão contar com apoio de Prefeitura.

 Alex da Piatã como é conhecido garantiu ser inteiramente viável a política de geração de emprego e renda que será implantada em Coité. “Vamos buscar parcerias com instituições financeiras oficiais, cursos e treinamento para capacitar as pessoas cadastradas e acreditamos perfeitamente que o compromisso de campanha que era gerar 5.000 empregos será cumprido”, falou Lopes.

Zé da Banana

Ao concordar com o plano de geração de emprego e renda que será implantado em Conceição do Coité no próximo ano, Zé continuou a narrar sua luta até que resultou no equilibro comercial, gerando hoje 30 empregos diretos. Sobre a campanha eleitoral em Jitaúna, ele justificou sua “entrada” na campanha, depois de ouvir por parte de pessoas ligadas ao prefeito Edisio Cerqueira humilhar seu cunhado Edson da Silva pelo simples fato de  ser cabelereiro e pouco poder aquisitivo. “Se tem uma coisa que me incomoda é humilhar as pessoas, principalmente se estas pessoas tiverem bons planos para uma comunidade, a exemplo de Edson, que quer vê o nosso município, se desenvolver e as pessoas viverem melhor” pois sou filho de lá (Jitaúna),, desabafou Zé da Banana, que comemorou também a vitória de sua irmã professora Rubia Cristina Rocha Nobrega, que obteve 402 votos.

Edson estava acompanhado da esposa Rose Mary e de um grupo de amigos, dentre eles o ex-prefeito por dois mandatos, Gilberto Lopes (PDT). Beto Lopes, como é conhecido, disse ao CN que Edson Silva representa muita esperança para o município, pois há 12 anos vem sofrendo um verdadeiro retrocesso e necessita urgentemente de retomar as politicas públicas que melhore a vida das pessoas. Jitaúna foi emancipada em 1962, mas foram implantados em 1963 os poderes Executivo e Legislativo no município.

 Resultado da eleição – 14.686 eleitores estavam aptos a votarem na eleição de 07 de outubro e 10.521, ou seja, 71,64% compareceram as urnas. 4.165 eleitores não foram votar, resultando 28,36% de abstenção. Os votos de Patrícia Almeida Santos, não aparecem no site do Tribunal Superior Eleitoral, estando com observação de votos indeferidos. Edson obteve 5.055 e 5.306 nulos.

Por: Valdemí de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas



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