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sexta-feira, 24 de maio de 2013 08:35

Caprinocultura multiplica retorno financeiro de quilombolas de Campo Formoso

A zona rural de Campo Formoso apresenta uma das maiores reservas de caprinos nativos brasileiros.

Mais de 70% dos beneficiados com a primeira parte do fomento destinado aos remanescentes quilombolas que vivem em situação de vulnerabilidade social, na comunidade de Taboa, município de Campo Formoso, investiram na compra de caprinos. Os animais foram adquiridos seguindo orientações dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), executora da chamada pública 003/2012, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria (PBSM), e que trata da Sustentabilidade de Comunidades Quilombolas.

Os caprinos são animais que, com o manejo apropriado, podem reproduzir até duas vezes no ano, dois animais por vez. Todos os agricultores familiares da comunidade de Taboa, que investiram na criação em dezembro de 2012, com a primeira parcela do fomento do PBSM, já acrescentaram a seu rebanho de quatro a seis animais. “Os animais crescem rápido e podem ser revendidos em quatro ou cinco meses, logo depois que derem a primeira cria”, disse Raulinda Bonfim, agricultora familiar. Antes de um ano da compra, os agricultores conseguiram aumentar o seu rebanho, multiplicando o valor investido.

De acordo com o técnico agrícola da EBDA, Maicon de Sá Bonfim, os caprinos, popularmente conhecidos como ‘bodes’, são animais que consomem pouco alimento, comem qualquer espécie vegetal nativa, porém, são altamente seletivos, escolhendo sempre os brotos mais verdes. Estes animais também consomem pouca água, se comparados a outras espécies. “Reconhecemos os caprinos como uma espécie de fácil adaptação às condições ambientais e climáticas da região”, afirma Sá Bonfim.

A zona rural de Campo Formoso apresenta uma das maiores reservas de caprinos nativos brasileiros, conservando raças como a Moxotó. “Estes animais representam uma cultura de subsistência, se multiplicam facilmente, dando retorno rápido ao investimento, e podem ser considerados uma importante “moeda de troca”, em épocas de escassez no campo”, complementou o técnico.

Fonte: Portal de Noticias



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