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segunda-feira, 13 de maio de 2013 08:40

Índios e Sem-terra ocupam sede da fazenda Sipituba sob risco de conflito

Com a negociação deste domingo (12) os índios permaneceram na sede da fazenda.

indios x sem terraApós difícil negociação entre sem-terra e índios kaimbé, lideranças de ambas os lados, técnicos da FUNAI e membros Pastoral Rural conseguiram neste domingo, 12, acordo temporário para ocupação compartilhada da Fazenda Sipituba, evitando iminente conflito entre ambos, porém ainda sob o risco de que o clima de hostilidade entre os grupos venha a causar brigas e até tragédia.

As disputas pelas terras da Fazenda que até então acreditava-se pertencer ao ex-prefeito de Ribeira do Pombal, Zé Grilo, já fazem mais de três anos. Nesse período, os sem-terra ocuparam a propriedade alegando que a mesma era improdutiva; no cumprimento de liminar à época, houve queima dos barracos dos sem-terra e, após denuncias, o Governo descobriu que os cerca de 12.000 hectares são terras devolutas, ou seja, terrenos públicos que nunca pertenceram a um particular.

A tribo Kaimbé que luta pela demarcação de suas terras que atualmente estão ocupadas por cerca de 10.000 famílias brancas distribuídas em vários povoados, cuja desocupação seria algo semelhante ao que ocorreu no município de Banzaê, entrou na disputa pela Sipituba a partir da informação de serem terras devolutas, pois resolveram também reivindicar a fazenda para abrigar seu povo e evitar prejudicar os moradores daqueles povoados.

Com o passar do tempo e com a demora em resolver a questão, a situação só tem piorado criando um clima tenso entre índios e brancos e obrigando a FUNAI, junto com a Pastoral Rural, a mediar o conflito. Com a negociação deste domingo(12), os rivais fizeram um acordo onde os sem-terra voltaram para seu acampamento e os índios permaneceram na sede da fazenda, porém membros da Pastoral Rural que vêm mediando as conversas até o momento, e afirmaram que a solução definitiva depende do Governo estadual, que deve agilizar o processo de reconhecimento das terras definitivamente, pois se houver mais demora, a situação pode evoluir para algo sem controle e é o que menos se deseja no momento, uma guerra no campo como existe em várias partes do Brasil.

Fonte: Folha Pombalense



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