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domingo, 19 de maio de 2013 20:57

O poder da palavra nos discursos da semana – Mailson Ramos

Na pauta MGF, Lidice da Mata, Marina Silva e Luana Piovani

Não se falou sobre outra coisa nesta semana, em Salvador, que não envolvesse diretamente o Esporte Clube Bahia. Pudera. A ânsia por explicações e um pronunciamento do presidente Marcelo Guimarães Filho deixou em polvorosa a imprensa esportiva e a própria torcida, incomodada com as chacotas dos rubro-negros. Compreendendo a necessidade de convocar uma coletiva, o presidente tricolor reúne as equipes de jornalistas na sala de imprensa do Fazendão para anunciar a chegada de um novo treinador e do gerente de futebol. Quando surge a pergunta sobre renúncia, ele responde:

“Não existe chance alguma de renunciar. Encaro os protestos e movimentos com muita serenidade. Temos que ter calma para trabalhar”.

Do outro lado da cidade, os deputados estaduais, seus pares, sob a capitania de Uziel Bueno, acumulavam votos para instaurar a CPI do Futebol Baiano. Marcelo Guimarães nem se deu conta que além da renúncia paira sobre sua cabeça uma espada mais afiada chamada deposição.

Com mais ênfase e propriedade do que o presidente tricolor, confortável no cargo que ocupa, Lídice da Mata alardeou aos quatro ventos: “Sou o plano ‘A’ de Jaques Wagner”. A imprensa se satisfez com a entrevista da senadora ao Jornal A Tarde e notaram o surgimento de mais uma divergência politica entre PT e PSB. Não bastasse o desconforto provocado pela ameaça de candidatura de Eduardo Campos à presidência da república, Lídice põe fogo nas disputas internas do Partido dos Trabalhadores que parece não aceitar um candidato distante de suas ideologias e linhas de pensamento. Isso vai dar pano pra manga.

Marina Silva é uma figura simpática, simples e de fortes ideologias. Mas como disseram alguns cronistas, Marina faleceu nesta semana. Morreu quando, por meio das redes sociais, afirmou que Marco Feliciano “está sendo criticado por ser evangélico e não por suas posições políticas equivocadas”. Quando a ex-senadora utilizou-se do complexo de vítima para defender um celerado da estirpe de Marco Feliciano, chafurdou na lama provocada pelo próprio deputado. Esperava-se de Marina que ela em algum momento se dirigisse ao assunto repugnando a figura insidiosa do dito pastor que, aliás, não merece defesa de ninguém.

Por fim, ainda nas redes sociais, a figura da vez foi Luana Piovani. A atriz deu ‘ saudações são-paulinas a todos os imundos corintianos’ após a eliminação do Corinthians pelo Boca Juniors, na última quarta-feira. Piovani, acostumada aos barracos, retratou-se no dia seguinte. Alguém precisa mostrar a ela que provocação de torcedor é uma coisa e agressão verbal é outra.



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