bahia

sexta-feira, 06 de setembro de 2013 17:36

Coité: funcionários terceirizados que prestam serviços às escolas estaduais mobilizam paralisação

A paralisação significa: escolas sem merendeiras, zeladoras, porteiros,recepcionistas, pessoal de secretaria entre outras funções.

funcionarios da educação das empresas terceirizadasNesta sexta-feira, 06, por volta das 10h30, em Conceição do Coité, dezenas de funcionários das empresas terceirizadas BC Serviços de Mão-de-Obra e Delta Locação de Serviços e Empreendimentos LTDA, que prestam serviços para as escolas estaduais (DIREC 12), da sede e da zona rural de Coité, se reuniram em frente ao Centro Cultural, numa mobilização contra o atraso no pagamento de salário. Poucos servidores do vinculo PST, que estão também sem receber, estiveram presentes.

A Delta atua em pelo menos seis estados no Brasil, inclusive na Bahia, prestando serviços em diferentes segmentos. Há cerca de dois anos firmou parceria com o governo estadual para administrar boa parte do quadro de funcionários não efetivos (zeladores, porteiros, recepcionistas) das escolas estaduais da DIREC 12 (Serrinha). Segundo relatos dos manifestantes, a data de pagamento estipulada pela empresa é todo dia 10, apesar da legislação garantir que o pagamento deve ser efetuado até todo dia 05. Mas, começou atrasar com frequência, gradativamente. Os funcionários não receberam o salário de agosto. Assim, no próximo dia 10, completa dois meses de atraso. O vale-alimentação mudou de operadora quatro vezes, em menos de dois anos. O plano de saúde está com problema nos trâmites e também não teria repassado os valores do FGTS.

terceirizados da educação - coitéJá os trabalhadores vinculados à BC, empresa com sede em Salvador, contratados recentemente, estão em situação bastante complicada: são quatro meses de atraso. Diante deste contexto, os trabalhadores presente decidiram paralisar o trabalho nesta sexta, 06 e segunda dia 09, caso não seja pago dois meses de salário.

“Esta mobilização é uma reação à falta de compromisso e o desrespeito destas empresas, e do governo, com os trabalhadores. É um movimento legítimo, que reivindica apenas nossos direitos. É importante que seja uma paralisação coletiva e integral. A escola não vai funcionar sem estes trabalhadores. Assim, a opinião pública, professores, alunos e os pais, certamente, vão ficar indignados, como nós estamos. Desse modo, o governo – que não prioriza a educação – vai ter que se virar pra resolver, pois mexe com interesse político”, ressaltou Teones Araújo, funcionário da Delta (Colégio Estadual João Carneiro – Goiabeira).

Para Maxvon de Oliveira, que está há quatro meses sem receber da BC, e presta serviço no Colégio Estadual de Bandiaçu, “trabalhar com a expectativa de receber todo mês, fazer compromisso, e não ter a remuneração, mesmo trabalhando dia-a-dia, é revoltante”.

Emerson Carneiro, funcionário da Delta, que trabalha no Colégio Antônio Bahia, em Coité, pontua a relevância da mobilização: “Este movimento é importante, pois simboliza a luta dos funcionários contra o descaso e o desrespeito da empresa, pois estamos sem receber em dias, sem o cartão de vale alimentação, plano de saúde inativo. Sem dinheiro, a gente se submete a situações constrangedoras, com os débitos que temos. Quando se atrasa uma conta, paga-se juros, mas o salário atrasado vem o mesmo valor, aí complica.”

Fabiane Maria Carneiro, também da Delta, funcionária no Colégio Durval da Silva Pinto, disse aos colegas que em contato com o Sindicato que representa a classe, foi orientada a articular a paralisação, pois há respaldo na lei  para isso, sendo direito do trabalhador,  “estamos nessa luta por nosso direitos. Lá em Salvador o Sindicato está se mobilizando e cobrando, porque nós vamos ficar parados? Por que somos do interior? Vamos mostrar nossa indignação também. Decidimos agora nesta reunião, unanimente, que não retornaremos aos postos nesta sexta, 06, e segunda,09, também não vamos trabalhar.  Só vamos retornar segunda mediante pagamento de dois meses. Depois entraremos em contato como Sindicato para nos orientar. Para a empresa punir ou demitir um ou dois é fácil, como já aconteceu. Mas se todos resolvem cobrar, o que vão fazer? Na verdade, não sabemos de quem é a culpa exatamente, do governo ou da empresa. Sabemos da nossa situação e exigimos solução”, desabafou Fabiane.

Da Redação CN



COMENTÁRIOS

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores, desta forma não representa a opinião do Calila Noticias. Contamos com o bom senso e educação dos nossos internautas. O Calila Noticia, poderá remover sem aviso prévio qualquer comentário que seja considerado ofensivo e contenha palavras de baixo calão.