Coité: funcionários terceirizados que prestam serviços às escolas estaduais mobilizam paralisação

A paralisação significa: escolas sem merendeiras, zeladoras, porteiros,recepcionistas, pessoal de secretaria entre outras funções.

funcionarios da educação das empresas terceirizadasNesta sexta-feira, 06, por volta das 10h30, em Conceição do Coité, dezenas de funcionários das empresas terceirizadas BC Serviços de Mão-de-Obra e Delta Locação de Serviços e Empreendimentos LTDA, que prestam serviços para as escolas estaduais (DIREC 12), da sede e da zona rural de Coité, se reuniram em frente ao Centro Cultural, numa mobilização contra o atraso no pagamento de salário. Poucos servidores do vinculo PST, que estão também sem receber, estiveram presentes.

A Delta atua em pelo menos seis estados no Brasil, inclusive na Bahia, prestando serviços em diferentes segmentos. Há cerca de dois anos firmou parceria com o governo estadual para administrar boa parte do quadro de funcionários não efetivos (zeladores, porteiros, recepcionistas) das escolas estaduais da DIREC 12 (Serrinha). Segundo relatos dos manifestantes, a data de pagamento estipulada pela empresa é todo dia 10, apesar da legislação garantir que o pagamento deve ser efetuado até todo dia 05. Mas, começou atrasar com frequência, gradativamente. Os funcionários não receberam o salário de agosto. Assim, no próximo dia 10, completa dois meses de atraso. O vale-alimentação mudou de operadora quatro vezes, em menos de dois anos. O plano de saúde está com problema nos trâmites e também não teria repassado os valores do FGTS.

terceirizados da educação - coitéJá os trabalhadores vinculados à BC, empresa com sede em Salvador, contratados recentemente, estão em situação bastante complicada: são quatro meses de atraso. Diante deste contexto, os trabalhadores presente decidiram paralisar o trabalho nesta sexta, 06 e segunda dia 09, caso não seja pago dois meses de salário.

“Esta mobilização é uma reação à falta de compromisso e o desrespeito destas empresas, e do governo, com os trabalhadores. É um movimento legítimo, que reivindica apenas nossos direitos. É importante que seja uma paralisação coletiva e integral. A escola não vai funcionar sem estes trabalhadores. Assim, a opinião pública, professores, alunos e os pais, certamente, vão ficar indignados, como nós estamos. Desse modo, o governo – que não prioriza a educação – vai ter que se virar pra resolver, pois mexe com interesse político”, ressaltou Teones Araújo, funcionário da Delta (Colégio Estadual João Carneiro – Goiabeira).

Para Maxvon de Oliveira, que está há quatro meses sem receber da BC, e presta serviço no Colégio Estadual de Bandiaçu, “trabalhar com a expectativa de receber todo mês, fazer compromisso, e não ter a remuneração, mesmo trabalhando dia-a-dia, é revoltante”.

Emerson Carneiro, funcionário da Delta, que trabalha no Colégio Antônio Bahia, em Coité, pontua a relevância da mobilização: “Este movimento é importante, pois simboliza a luta dos funcionários contra o descaso e o desrespeito da empresa, pois estamos sem receber em dias, sem o cartão de vale alimentação, plano de saúde inativo. Sem dinheiro, a gente se submete a situações constrangedoras, com os débitos que temos. Quando se atrasa uma conta, paga-se juros, mas o salário atrasado vem o mesmo valor, aí complica.”

Fabiane Maria Carneiro, também da Delta, funcionária no Colégio Durval da Silva Pinto, disse aos colegas que em contato com o Sindicato que representa a classe, foi orientada a articular a paralisação, pois há respaldo na lei  para isso, sendo direito do trabalhador,  “estamos nessa luta por nosso direitos. Lá em Salvador o Sindicato está se mobilizando e cobrando, porque nós vamos ficar parados? Por que somos do interior? Vamos mostrar nossa indignação também. Decidimos agora nesta reunião, unanimente, que não retornaremos aos postos nesta sexta, 06, e segunda,09, também não vamos trabalhar.  Só vamos retornar segunda mediante pagamento de dois meses. Depois entraremos em contato como Sindicato para nos orientar. Para a empresa punir ou demitir um ou dois é fácil, como já aconteceu. Mas se todos resolvem cobrar, o que vão fazer? Na verdade, não sabemos de quem é a culpa exatamente, do governo ou da empresa. Sabemos da nossa situação e exigimos solução”, desabafou Fabiane.

Da Redação CN

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  1. Juliana: 
    Santo Antônio de Jesus - 12 de abril de 2014
    Aqui na direc 4 ,não está diferente,ninguém pode fazer compromisso com nada pois nunca sabe a data de receber salário,vale transporte e alimentação . Ainda os diretores de escolas indiferentes a nossa situação .
  2. Tiago: 
    Direc 07 - 12 de setembro de 2013
    Aqui também está fogo, sem dinheiro a mais de dois meses, não sinto mais nem vontade de trabalhar 100%. quem nos representa fica calado.
  3. Maria Conceição: 
    São Domingos - 9 de setembro de 2013
    Aí o Governo da Bahia gasta um dinheirão para fazer propaganda e dizer q a educação na Bahia é ótima, enquanto q os professores PST e os demais servidores PST's e terceirizados passam 4 meses para receber!!! Isso é vergonhosooooooooooo!! E o pior, não faz concurso, só faz seleção para REDA! Pior q os carlistas... Acorda Bahia.....
  4. Maria da Conceição: 
    São Domingos - 9 de setembro de 2013
    Isso não está acontecendo somente em Coité, mas em toda a Bahia e configura uma falta de respeito para com esse servidores, os alunos e o proprio estabelecimento escolar. Em São Domingos, por exemplo, essa categoria, juntamente com os professores PST's, do CEEP Semiárido, que estão 4 meses sem salário, paralisaram suas atividedes na quarta 04/09, e estedeu essa paralisação até a sexta.
  5. Lorene Santos: 
    Coité - 7 de setembro de 2013
    Parabéns! a equipe do Calila noticia, por ter divulgado a manifestação dos terceirizados. É importante que todos saibam a verdadeira situação dos servidores que trabalham nas escolas. A solução é fiscalização com o dinheiro público. Será que os redás por ai não estão como nós sem receber salário? Um povo que conhece seus direitos e luta, é um povo consciente!
  6. Juca: 
    Conceição do Coité - 7 de setembro de 2013
    Neste 8 anos de GOVERNO DO PT na Bahia, não teve concurso publico, REDA acabou, fizeram contratos com terceirizadas para levar o nosso dinheiro para financiar campanhas política BRASIL a fora. em coite esta indo pro mesmo caminho, #QUEREMOSCONCURSOSPUBLICO
  7. Nubia: 
    Coité - 7 de setembro de 2013
    A solução para acabar com esses problemas é chamar o pessoal do processo seletivo ( redá), a
  8. neto xavier: 
    conceição do coite - 6 de setembro de 2013
    grande absurdo,isso demonstra o descaso dos nossos gestores com relação a educação,e dessas empresas que não respeitam os funcionários e não recebem nenhuma punição em relação a total falta de compromisso com os funcionários.
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