economia

segunda-feira, 07 de outubro de 2013 16:24

Bancários decidem hoje se continuam ou não em greve

Conforme a Contraf, a paralisação atinge 53% das agências do país

Os bancários analisam nesta segunda (07/10), em assembleia no ginásio de esportes da categoria, às 18h30, o destino da greve que já chegou no 19º dia. A reunião vai discutir a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última sexta-feira, que subiu de 6,1% para 7,1% o reajuste salarial e 7,5 % de aumento no piso.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representação nacional dos sindicatos , já se posicionou contra a proposta, mas os trabalhadores de cada estado votam hoje se aceitam ou não o acordo para dar fim a paralisação.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes, os trabalhadores da Bahia devem votar a favor da continuação da greve. “É claro que só depois da assembleia vamos ter um posicionamento oficial, mas eu acredito que os trabalhadores não vão aceitar a proposta apresentada. Está muito abaixo do exigido por nós”, afirmou o sindicalista.

Entre as reivindicações da categoria, estão o aumento salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação) e maior participação nos lucros e resultado (PLR). De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pela Fenaban representa ganho real de apenas 0,97%.

Já a Fenaban aponta que “o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos 7 anos, além de os salários serem reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%”. Ainda segundo a federação, a proposta deve ser avaliada considerando não só os ganhos deste ano, mas também os dos últimos anos, que, de acordo com o diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, “são bastante significativos”.

Conforme a Contraf, a paralisação atinge 53% das agências do país. Na Bahia, o número de agências fechadas chega a 836, segundo o sindicato estadual. Sem previsão para chegar ao fim, a greve dos bancários continua prejudicando a vida da população, causando, entre outros transtornos, falta de dinheiro nos caixas eletrônicos, longas filas nos locais credenciados para a realização de pagamentos, além da interrupção de serviços ligados ao comércio, que dependem de procedimentos executados exclusivamente nos bancos.

Com informações do Tribuna da Bahia*



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