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sexta-feira, 26 de setembro de 2014 16:08

Bahia fará transplante de coração, pulmão e terá Banco de Multitecidos

Segundo Eraldo Moura, há quatro anos, o índice de rejeição era 10% maior. “Temos feito ações educativas de conscientização da população e cursos de capacitação para os profissionais que atuam na área da saúde.

A Bahia realiza transplantes de osso, córnea, medula óssea, e órgãos como fígado e rim. Em breve, os pacientes que precisam de transplante cardíaco também não vão precisar sair do estado. O Ministério da Saúde credenciou o Hospital Ana Nery (HAN), no bairro da Caixa D’Água, em Salvador, para iniciar o procedimento. A unidade de saúde está em fase de estruturação e treinamento dos profissionais, além de aguardar a autorização para realizar transplante de pulmão.

No último dia 22 de agosto, o Hospital Edgard Santos (Hupes) promoveu o primeiro transplante de pele da Bahia. Com mais de 80% do corpo atingido por queimaduras de 2º e 3º graus, um garoto de 11 anos recebeu o aloenxerto, que é o enxerto com pele oriunda de doação de órgãos e tecidos.

Para viabilizar mais procedimentos como este na Bahia, sem a necessidade de recorrer a outros estados, a Secretaria da Saúde (Sesab) pretende implantar um Banco de Multitecidos (pele, osso e válvulas cardíacas), que será financiado com recursos do Ministério da Saúde. “O banco está em fase de estudo. A gente está tratando do projeto arquitetônico e definindo o local onde será instalado”, explica o coordenador estadual do Sistema de Transplantes, Eraldo Moura.

O Hospital Ana Nery também é o único hospital público do Estado que faz transplante renal (adulto e pediátrico). O número de procedimentos na unidade chega a 60 por ano. O hospital ainda realiza serviços de hemodiálise e diálise peritoneal, com atuação de uma equipe formada por médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de enfermagem.

Doações

O rim saudável pode ser doado por uma pessoa viva ou falecida. Mas, de acordo com a médica Fátima Gesteira, coordenadora de transplante pediátrico do Ana Nery, a demanda atual é maior que o número de doações. “A Bahia é um dos estados que possui o menor número de doadores. Se a oferta fosse maior, nós faríamos mais procedimentos”.

Segundo a Secretaria da Saúde (Sesab), o índice de negativa das famílias à doação de órgãos chega a 70% no estado. O desconhecimento da população sobre o processo de doação e transplante é apontado com a principal explicação para o número.

Diante deste quadro, a Associação Bahiana de Medicina (ABM), em parceria com a Sesab, promove o congresso ‘Transplante de Órgãos e Tecidos’ até este sábado (27), na sede da ABM, em Ondina. No domingo, a partir das 8h, haverá a ‘Caminhada pela Vida’, saindo do Cristo em direção ao Farol da Barra.

Segundo Eraldo Moura, há quatro anos, o índice de rejeição era 10% maior. “Temos feito ações educativas de conscientização da população e cursos de capacitação para os profissionais que atuam na área da saúde. A gente também dispõe de aeronave para a captação e transporte de órgãos para o interior do estado. As cidades maiores já realizam transplantes e o número de doadores vem aumentando”.

Redação: CN*Informação: Secom  – Secretaria de Comunicação Social – Governo da Bahia



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