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segunda-feira, 02 de fevereiro de 2015 14:14

Aluno de escola pública passa em 4 cursos de medicina: ‘fiquei tremendo’

Wester afirma que não fez nenhum cursinho, apenas bancas para reforçar alguns conteúdos.

WESTER

O bom resultado no Enem é fruto de rotina de cinco a sete horas por dia de estudo.

Wester da Silva Vieira, de 19 anos e aluno de escola pública em Vitória da Conquista, foi aprovado em quatro universidades para Medicina após submeter a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Sem fazer cursinho e trabalhando no setor de finanças da prefeitura da cidade em que mora – ele foi aprovado em um concurso de nível médio em 2013 -, o jovem passou na primeira lista da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Ele disse que recebeu a notícia de amigos, que enviaram diversas mensagens pelo aplicativo Whatsapp, e que até chegou a duvidar. “Primeiro, fiquei tremendo e nem acreditei. A ficha só caiu quando cheguei em casa e olhei o resultado no computador”, afirmou o rapaz, que ficou com nota 880 na redação.

O bom resultado no Enem é fruto de rotina de cinco a sete horas por dia de estudo, ele acredita, apesar das ressalvas. “Tem dias em que estudava menos que isso, porque sou um pouco preguiçoso. Não me considero nenhum gênio. O segredo é ter fé e disciplina. Com foco, qualquer um consegue chegar onde cheguei”, destaca.

Os resultados deixaram orgulhosos os pais, que moram na cidade de Condeúba, também no sudoeste. “Minha familia ficou muito orgulhosa, acho que até mais do que eu mesmo”, brinca. Ele precisou se mudar da casa dos pais aos 12 anos, após ser aprovado no Instituto Federal da Bahia (IFBA), onde concluiu o Ensino Médio em 2012. Com isso, passou a morar em uma república mantida pela prefeitura da cidade dos pais, com mais 20 pessoas.

Wester afirma que não fez nenhum cursinho, apenas bancas para reforçar alguns conteúdos. E confessa, que, apesar de não acreditarem, tem dificuldades em algumas disciplinas. “Tenho um pouco de dificuldade em algum ponto de determinada áreas. Por exemplo, não sou muito bom em geofísica, da área de geografia; nem em eletromagnetismo, de física; e nem em análise combinatória, de matemática. Em português, tenho um pouco de dificuldade em literatura”, detalha.

A dúvida agora é decidir onde vai fazer o curso, um sonho de infância. “Ainda não sei, mas estou mais próximo da Uesb, gosto de morar aqui em Conquista. Além disso, a universidade foi a melhor conceituada no Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] da Bahia [entre as quatro]”, justifica.

G1BA



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