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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 20:04

Coité I – Professores municipais anunciam greve por tempo indeterminado

O foco da greve não foi defasagem ou salários atrasados, e sim a questão da carga horária.

greve dos professores municipais de coité - des

As aulas de rede pública municipal de Conceição do Coité tiveram início na última quarta-feira, 19/02, mas já foi anunciada a greve pela maioria dos professores, após a realização de uma assembleia na manhã desta segunda-feira,23, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais – SPMCC reunião que contou com a presença de centenas de educadores.

Leonardo Mascarenhas presidente do SPMCC

Leonardo Mascarenhas presidente do SPMCC

O encontro foi coordenado pelo presidente de Sindicato Leonardo Mascarenhas e participação de toda mesa diretora da entidade, que iniciou as atividades mostrando no datashow algo sobre a regulamentação da greve, em seguida fez explanação sobre a situação atual e fez duras críticas ao prefeito municipal e a secretária de Educação, que para ele estão deixando de cumprir as leis.

Leonardo disse ao Calila Notícias que desde a última sexta-feira, 13, a categoria queria aprovar a greve, caso o prefeito não viesse cumprir a lei do piso, e o ponto mais debatido na reunião foi a questão da “hora aula”, que segundo ele, a lei é clara e estipula 13 horas/aula, que muitos estados já cumprem, e municípios, inclusive na região, citou exemplos de Valente e Riachão do Jacuípe.” Foi votado a proposta na última sexta-feira, e a secretaria de educação levou 15 aulas de 45 minutos, mas a lei manda 13, então a categoria disse assim: 13 aulas que a lei manda mais 15 que o município quer, então vamos tirar a média, 13 com 15 igual a 28 e fica 14, vamos dar 14 aulas em 2015 de 45 minutos, e em 2016 ajustamos pra 13 aulas, e nesse meio tempo, já está o mandado de segurança na justiça”, sugeriu o presidente.

Como em outras greves defasagem financeira ou atraso de pagamento não foram pautados.

Como em outras greves defasagem financeira ou atraso de pagamento não foram pautados.

Segundo Leonardo a decisão da greve foi da categoria, e que ele na condição de presidente valida o que a categoria quer, e foi colocado em votação duas propostas, parte queria greve em dias alternados, mas a maioria decidiu por tempo indeterminado. “Estamos abertos para negociação com a gestão, estamos encaminhando o oficio esclarecendo a ele (prefeito), a promotoria, comando da polícia militar, juiz, aos meios de comunicação, e na próxima sexta-feira, 27, vamos fazer nossa primeira manifestação em via pública”, afirmou Leonardo.

Antes de decidirem pela greve os professores "receberam aula" sobre regulamentação.

Antes de decidirem pela greve os professores “receberam aula” sobre regulamentação.

Questionado se é momento para deflagrar greve quando praticamente está se iniciando o ano letivo, o presidente disse que a cobrança da lei dos títulos e a adequação foi em 17 de março do ano passado, e que a lei federal é de 2008, o Supremo Tribunal Federal – STF deixou três anos de carência, sendo que em 2013 o mesmo tribunal bateu o martelo retroativo 2011, “portanto a lei é legal e tem como base final fevereiro de 2011, então está fazendo quatro anos de uma lei que já deveria estar se cumprindo, a prefeitura já foi notificada a nove meses praticamente, o acordo que ele (prefeito) fez e assinou em 7 de maio de 2014 já estipulava que iria se fazer uma comissão para julgar isso, e ficou claro que o município iria informar ao sindicato sobre o impacto, e até hoje não informaram nada, fecharam turmas, fecharam escolas e nunca enviou  para o sindicato o relatório, quantos professores precisariam para a gente ver o impacto que teria, a gente está vivendo uma caixa preta nesse aspecto”, finalizou Leonardo Mascarenhas

Gilmara elogiou a postura da categoria quando não se intimidou de supostas ameaças.

Gilmara elogiou a postura da categoria quando não se intimidou de supostas ameaças.

O sindicato informou também que vai fazer a mobilização falando que o município ainda não pagou os treze por cento que a lei manda, retroativo a janeiro de 2015, sobre o fechamento de turmas e a diminuição de alunos no município.

Segundo a secretária de Finanças do Sindicato, Gilmara de Silva Carneiro Oliveira, a categoria mostrou que está unida, pois mesmo com a especulação de ameaça de quem deixasse a escola para ir a reunião para discutir a greve teria a diária cortada, “mesmo assim assumiram e vieram lutar pelos seus direitos”, disse Gilmara.

Redação CN / fotos: Raimundo Mascarenhas



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