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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 17:42

Coité – Presidente do Sindicato disse que greve só acaba quando o prefeito sentar e definir situação dos professores

O alunado que não tem força nem poder de decisão fica no verdadeiro fogo cruzado sendo o mais prejudicado na história.

paralisação dos professores

Os professores da rede municipal de ensino cumpriram o que ficou acordado na última segunda-feira,23, depois de uma assembleia realizada na sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Conceição do Coité, que na sexta-feira, 27, fariam uma manifestação pelas ruas da cidade pedindo que o prefeito municipal cumpra a Lei do Piso.

paralisação dos professores2

O movimento reuniu educadores na Praça do Centro Cultural de onde saiu em passeata pelas ruas do centro da cidade. A queda de braço entre professores e gestor público deu início e a expectativa é que seja por tempo indeterminado, pois o que deixou transparecer nas reportagens anteriores é que a secretaria de Educação trabalha com uma lei e o sindicato com outra. O alunado que não tem força nem poder de decisão fica no verdadeiro fogo cruzado sendo o mais prejudicado na história.

professores em passeata - des

O presidente do Sindicato Leonardo Mascarenhas disse que o prefeito Francisco de Assis insiste em dizer que a categoria estar interpretando de forma errada a lei do piso. Mas o presidente garante que o estado cumpre as 13 aulas/hora, e que o município quer que os professores cumpram 15 aulas/hora. “O prefeito confunde hora do aluno em sala de aula com a  hora do trabalho do professor, o próprio parecer que a secretária usou para dizer que estamos errados, é o mesmo que o estado usou para se adequar. O aluno tem direito a 800 horas por ano e duzentos dias de aula, vezes quatro horas (8h às 12h) e (13h às 17h) dá 800 horas. E ele (prefeito) foi pra mídia divulgar uma distorção”, disse o presidente.

Leonardo diz que os professores devem manter a greve até que o prefeito os chame para conversar.

Leonardo diz que os professores devem manter a greve até que o prefeito os chame para conversar.

Segundo Leonardo, a intenção do Sindicato é sentar com o prefeito para definir a situação dos professores, mas segundo ele, o gestor evita conversar sobre o assunto e ainda vai para mídia ameaçar cortar salários. Encaminhamos o comunicado da greve para a secretária e ela não quis receber” afirmou o presidente do Sindicato que garante que  todo procedimento legal para entrar em greve foi comunicando aos principais poderes públicos e que a greve vai continuar até quando a categoria quiser.

Mascarenhas finalizou pedindo que o prefeito cumpra o que a lei já determina, admitiu que ninguém está brigando por salário hoje, só quer que seja pago o piso de 13% que segundo ele o prefeito prometeu pagar, “Coité recebe o pior salário da região sisaleira, mas não é culpa do gestor não, ele está na gestão agora, não culpo ele não, mas queremos que seja cumprido a lei já existente” finalizou Leonardo Mascarenhas.

O próximo capítulo da greve será o encontro do sindicato com os vereadores da comissão da educação do município, na Câmara Municipal na próxima terça-feira.

Em nota Prefeitura garante que cumpre lei do piso e que não há motivo de paralisação

Segundo nota da Prefeitura,desde 2008 vigora no país a Lei nº 11.738, que instituiu o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, a conhecida Lei do Piso. Dois princípios regem essa lei: um patamar mínimo de remuneração que todos os professores devem receber por uma jornada de 40 horas, e a limitação em, no máximo, 2/3 da jornada a ser cumprida em atividades de interação com os educandos.

A Prefeitura de Conceição do Coité cumpre os dois princípios.

lei-do-piso

Sindicato faz confusão entre quantidade de horas x quantidade de aulas

O ano letivo deve ter no mínimo 200 dias e 800 horas. Não se fala de como essas horas são divididas. Não se pode chamar 45 minutos ou mesmo 50 minutos de hora. Uma hora são 60 minutos. O Fundamental I trabalha as 04 horas contínuas. O Fundamental II divide as 04 horas em cinco partes que deveriam ser de 48 minutos, mas considerando um intervalo de 15 minutos de recreio, fica-se com 05 partes de 45 minutos. O que não significa que serão cinco horas. Não se fala na legislação em quantidade de aulas e sim em jornada de trabalho que é regida em horas. Neste sentido, o sindicato (SPMCC) apenas confunde o professor e a comunidade de forma geral.

Prefeitura solicita que os professores não adiram à paralisação

Diante da situação, a Prefeitura de Coité entende que a atitude tomada por parte do sindicato é precipitada e solicita junto aos professores que o movimento de greve não seja deflagrado. A Prefeitura entende ainda que paralisação de alguns servidores pode provocar prejuízos à educação de Conceição do Coité, fator que poderia resultar em aulas no período em que estariam previstas as férias, para que seja possível cumprir o calendário escolar.

Além de transtorno aos estudantes, paralisação geraria prejuízo aos cofres públicos

Outra problema da eventual paralisação seria o transporte escolar dos estudantes do município, que permaneceria funcionando normalmente para atender os alunos cujos professores não aderissem à greve. Esse mesmo transporte teria que ser novamente fornecido numa inevitável reposição de aulas para os alunos atendidos pelos professores grevistas.

Confira algumas conquistas da Educação em Coité

  1. Redução da carga horária em mais de 1/3.
    Com essa medida observa-se o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.
  2. Pagamento do Piso Salarial de acordo com a Lei Federal.
  3. Maior quantidade de licença prêmio já concedida em todos os tempos. Somente em 2014 foram 98 para professores e professoras.
  4. Inédito pagamento do 1/3 de férias e 13º integral a todos os servidores.
  5. Pagamento dos avanços horizontais e verticais, inclusive do ano de 2012, que estavam em atraso.
  6. Instituição do coordenação pedagógica também por disciplina.
  7. Ampliação da Educação Integral de 03 para 48 escolas, atendendo a 3,6 mil alunos.
  8. Melhoria da estrutura das escolas de todo o município, inclusive com construção de sala do professor.
  9. Regularização da aposentadoria dos servidores a partir da regularização do pagamento ao INSS.
  10. Melhoria do transporte escolar. Inclusive com aquisição de 12 novos ônibus.
  11. Melhoria da alimentação escolar.
  12. Pagamento dos salários de 2012 (que o governo anterior não pagou), conforme notificação da Justiça.
  13. Concessão de índice de revisão geral anual sem necessidade de intervenção do sindicato ou greve
  14. da categoria.


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