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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 00:06

Donas de casa de Assentamento em Queimadas já sentem o beneficio das cisternas contruídas pelo CONSISAL

Tainá Andrade, 26 anos, três filhos, disse que sua vida melhorou depois da construção da cisterna.

Mesmo estando a poucos metros de um rio, as famílias sofriam pela falta d'água.

Mesmo estando a poucos metros de um rio, as famílias sofriam pela falta d’água.

A vida da população do semiárido brasileiro começou a passar por significativas mudanças a partir de 2003. Há cerca de doze anos, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com entidades da sociedade civil e governos estaduais e municipais, lançou o Programa Cisternas, com o objetivo de construir um milhão de reservatórios de água na região semiárida do País. A meta é levar água potável a cinco milhões de pessoas.

Jussara disse que a população vive mais aliviada.

Jussara disse que a população vive mais aliviada.

Um exemplo desta mudança é o Assentamento Olga Benário, distante 3 km da sede do município de Queimadas, localizada as margens do Rio Itapicuru, onde foram construídas 30 cisternas através do CONSISAL, ou seja, o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável formado pelos 20 municípios do território do sisal. O assentamento existe há oito anos e, apesar da proximidade do rio, segundo uma das lideres do movimento MST, Jussara da Silva Rocha, eles passavam dificuldades com falta d´água e a comunidade era abastecida por carros-pipa.

Jussara disse ao CN que os dezesseis mil litros d’água armazenado nas cisternas são usadas para todas as necessidades, desde o consumo humano as atividades da casa, porém, uma luta muito grande da comunidade para que o Assentamento seja atendida por uma rede de abastecimento da EMBASA e quando isso ocorrer à água armazenada ficará para as atividades da casa, permitindo economia na conta e na utilização, pois “todos estão vendo o que está acontecendo no planeta”, falou Jussara.

assentamento recem cisternas do consisal -des- foto- raimundo mascarenhas

A dona de casa Tainá Andrade, 26 anos, três filhos, disse que sua vida melhorou depois da construção da cisterna. “A cisterna capta água da chuva por meio de uma bica e ficou mais fácil, ela está no fundo da minha casa. Depois que as cisternas foram construídas, já choveu duas vezes”, falou Tainá enquanto retirava água da cisterna.

Ferreira sec. de Agricultura

Ferreira sec. de Agricultura

Para o secretário da agricultura da prefeitura de Queimadas, João Ferreira da Silva, o programa de cisternas vem fazendo uma revolução na vida das pessoas. “A ação de construção de cisternas é de suma importância”, afirma, enfatizando que o acesso à água de qualidade é parte da solução no combate à fome e já foram construídas 450 unidades em Queimadas, beneficiando além das 30 construídas no Assentamento Olga Benário, as comunidades de Várzea da Capoeira (19), Lajedo (16), Umbuzeiro Grande (07), Limpo dos Bois (14), Boa Vista (27), Quati (16), Pedrolândia (14), Várzea do Curral (1), Cancelas (16), Maciel (07), Tiririca (04), Lagoa do Mari (34), Gentil (12), Lagoinha (17), Tanque (60), Abobreira (15), Jacuri da Ponte (10) e Caiçara (14). .

Segundo Ferreira, como é conhecido o secretário, a cisterna é uma tecnologia popular para a captação de água da chuva e uma solução para a população do semiárido, que enfrenta secas prolongadas e neste período população depende da água de barreiras, açudes e poços, que geralmente ficam distantes de suas casas e no extremo, que na região é natural, são abastecidas por carros-pipa, “suspensos pelo exército nos meses de dezembro/14 janeiro/15”, disse o secretário.

Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros d’água, o suficiente para as atividades básicas de uma família de cinco pessoas. As famílias beneficiadas pelo programa recebem instruções sobre o cuidados necessários para manter a qualidade da água.



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