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quarta-feira, 09 de março de 2016 16:18

SP: adolescente é apreendido por venda de atestados médicos por WhatsApp

Documentos eram comercializados por R$ 40, segundo a Polícia Civil.

atestadowhatsapp

Um adolescente de 16 anos foi apreendido na manhã desta quarta-feira (9), em Ribeirão Preto (SP), suspeito de vender atestados médicos. Segundo a polícia, as negociações ocorriam pelo WhatsApp e o menor cobrava R$ 40 por cada atestado.

Pelo menos 12 fichas carimbadas no nome de uma médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio foram encontradas na casa do jovem, no bairro Campos Elíseos, na zona norte de Ribeirão.

Segundo o delegado Samuel Zanferdini, que acompanha o caso, a polícia investiga se os atestados foram roubados ou falsificados. A Secretaria de Saúde de Ribeirão informou que não foi registrado nenhum furto de carimbo na unidade.

Investigação
As investigações chegaram ao suspeito após uma semana de trocas de mensagens entre o adolescente e investigadores da polícia. “Era um grupo de negócios de Ribeirão Preto via WhatsApp e ele colocava os atestados à venda”, disse Zanferdini.

De acordo com o delegado, durante as conversas o menor mandou cópias dos documentos com carimbo, nome e número do CRM de uma médica da UPA. “Estava sem assinatura da médica e ele disse ‘você mesmo preenche e assina'”, comentou.

Os investigadores negociaram três atestados médicos por R$ 100 e marcaram um encontro na casa do adolescente, nesta quarta. “O investigador foi com uma viatura descaracterizada e assim que ele entregou os atestados, acabou detendo esse adolescente”.

O menor foi levado para a delegacia, onde foi ouvido e afirmou que conseguiu os atestados pela internet, em redes sociais. “Queremos saber quem passou esses atestados para ele, se saíram de dentro da UPA, se foi algum furto, ou desvio de lá de dentro, mesmo”.

Médica
O menor foi encaminhado à delegacia da Infância e Juventude e ficará à disposição da Justiça. A médica identificada nos atestados deverá ser chamada para prestar depoimento, para ajudar nas investigações.

“Obviamente não deve ter participação nenhuma, é muito raro a participação de médicos nesse tipo de crime, mas ela tem que ser ouvida até para confirmar o carimbo, se foi furtado de dentro da UPA ou se foi dalsificado”, disse Zanferdini.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde não soube informar como o menor teve acesso aos carimbos da unidade.

“A Secretaria da Saúde esclarece que não foi registrado nenhum furto de carimbos da UPA e todos os carimbos usados na unidade quando estragam são inutilizados”, afirmou em nota.

G1.com



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