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quinta-feira, 09 de junho de 2016 19:39

Grito da Terra Bahia – Mais uma vez os trabalhadores rurais saem frustrados por não serem recebidos pelo governador

O presidente da Fetag Claúdio Bastos disse que o grito da terra só termina depois de ser atendido pelo governador

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A expectativa de milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais que saíram de várias regiões do estado para participarem da 9ª edição do Grito da Terra Bahia, em Salvador, foi frustrada pelo segundo ano consecutivo (veja como foi o ano passado). Depois de uma quinta-feira de sol forte, a convite da Federação na Agricultura do Estado da Bahia – FETAG, os agricultores se reuniram pela manhã em frente a Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda – SETRE, depois seguiram para Secretaria de Desenvolvimento Rural  (SDR) onde foram recebidos pelo secretário Jerônimo Rodrigues e o presidente da Companhia de Ação Regional (CAR) Wilson Dias, por volta das 12h30.

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Na oportunidade o presidente da FETAG Cláudio Bastos entregou ao secretário, a pauta de reivindicações e a próxima atividade da manifestação que aconteceu de forma pacífica seria às 16h na Governadoria, com Rui Costa. Mas ocorreu o mesmo que no ano passado, ou seja, depois de esperar horas em frente a Governadoria os trabalhadores se revoltaram e abandonaram o local, pois, embora tivesse sido montado um espaço com caixa acústica e grades divisórias para o governador falar em público, isto não aconteceu.

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Povo na expectativa em ouvir o governador Rui Costa

Quando pelo menos metade dos manifestantes já estava se dirigindo aos ônibus, a fim de retornarem para suas casas, uma diretora da FETAG pegou o microfone que foi colocado para o governador discursar e informou que Rui Costa não se encontrava, e que todos esperassem mais um pouco, pois, o vice-governador João Leão iria descer para falar em nome do governador. O restante do pessoal praticamente deixou o ambiente, alegando falta de respeito e que o vice não tinha nenhum respaldo para decidir nada.

Lula foi o primeiro a se manifestar e solicitar a saída de todos

Lula foi o primeiro a se manifestar e solicitar a saída de todos

O sindicalista que se identificou pelo apelido de Lula, foi o primeiro a se manifestar e convocou as pessoas para se retirarem da frente da governadoria, ao falar para o Calila Noticias, disse que era uma falta de respeito para com o trabalhador, que sai de localidades com até um mil quilômetros para ouvir uma resposta das reivindicações previamente entregues aos setores do Governo e depois de esperar horas, recebem o aviso que o governador não iria falar com eles.

Janúario saiu revoltado

Janúario saiu revoltado

Januário, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santo Antônio de Jesus, disse que a ausência de Rui deixou todos muito frustrados, “estamos a uma distancia de 240 quilômetros, enfrentamos dificuldades porque ninguém mora na sede do município, o governador mostrou que não tem respeito para conosco”, lamentou

Edmilson disse que a FETAG deveria ter o mesmo bom tratamento que Rui dá ao MST

Edmílson disse que a FETAG deveria ter o mesmo bom tratamento que Rui dar ao MST

Edmílson, morador de Eunápolis no extremo sul do estado, não estava a favor de saírem sem uma resposta, segundo ele, viajar tanto, ficar o dia inteiro debaixo de sol forte e “sair agora sem nenhuma informação, era melhor acampar aqui e ficar até amanhã dentro da governadoria”, disse o sindicalista.

Mas ele mudou de ideia quando foi anunciado que Leão iria falar. “ É melhor ir embora mesmo, Leão não decide nada. Rui ficou devendo a gente mais uma vez e vai ser difícil reunir esse povo no próximo ano, pois ninguém acredita que ele vai nos receber”, finalizou.

Os trabalhadores mesmo com revolta reconheceram o trabalho de Cláudio Bastos

Os trabalhadores mesmo com revolta reconheceram o trabalho de Cláudio Bastos

Visivelmente decepcionado ficou o presidente Cláudio Bastos ao sair da reunião com o vice João Leão. Bastos disse ao Calila Noticias que Rui manteve contato com ele informado que estava cumprindo agenda na cidade de Ibiassucê e não teve como chegar em tempo, Bastos disse que entendeu que não seria interessante naquele momento Leão falar, pois, as pessoas já estavam nervosas e não teria produtividade.

“Mas o Grito da Terra não terminou aqui, só vai terminar depois que a gente se reunir com Rui Costa, pois, ficou definido que ele irá fazer uma reunião na próxima semana para receber uma delegação de todos os territórios, para a gente concluir a nossa pauta. Esperamos que tenha uma compensação, ele soube dessa revolta dos trabalhadores e esperamos que ele seja sensível, afinal é a segunda vez que os trabalhadores não são recebidos”, lamentou o presidente.

O presidente disse as poucas pessoas que restaram do movimento que, apesar da frustração não está saindo de “mãos vazias”, segundo ele, muita coisa já avançou com essa luta dos agricultores.

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Grito da Terra Bahia - 2016

 

Redação CN

 



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