bahia

terça-feira, 16 de agosto de 2016 15:50

Estudantes criam jogo para combater os focos do Aedes Aegypti

Objetivo dos alunos é disponibilizar o jogo nas escolas do município.

Imagem do quintal em 3D que faz parte do jogo criado pelos estudantes

Imagem do quintal em 3D que faz parte do jogo
criado pelos estudantes

Dois alunos do curso de Engenharia da Computação da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cidade a cerca de 100 km de Salvador, criaram um jogo que ajuda no combate dos focos do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Um dos objetivos dos estudantes é disponibilizar o aplicativo nas escolas do município, para que as crianças aprendam brincando como combater o mosquito.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, foram notificados este ano em Feira de Santana, 433 casos de dengue. Destes, 78 foram confirmados. Houve 315 casos suspeitos de chikungunya com a confirmação de 90 deles e 241 casos suspeitos do vírus da zika.

Os estudantes Fábio Bispo e José Victor Cardim são os responsáveis pela criação o aplicativo, que é em 3D, na disciplina de jogos virtuais. Eles tiveram orientação do professor Victor Sarinho.

“A ideia é que a gente consiga montar um ambiente mais variável possível de você chegar e notar a situações diferentes que estão acontecendo no nosso cotidiano, que muitas vezes a gente não nota”, explicou Fábio Bispo.

O cenário do jogo é o quintal de uma casa, cheia de focos do mosquito, como piscina, fontes de água, pneus velhos e garrafas. São cinco situações de risco que servem de foco do mosquito e 90 larvas do Aedes Aegpty que precisam ser eliminadas, em um tempo rápido, dez minutos no máximo. Cada larva destruída gera uma pontuação. Depois deste tempo, o mosquito pode vencer a “batalha”.

Com uma mira, o jogador deve atacar as larvas de forma precisa. “A pessoa tem que focar, observar e matá-los para poder completar as fases do jogo. Nosso objetivo é matar os mosquitos que vão se encontrar no quintal [virtual] contaminado”, explica o professor Victor Sarinho.

Os estudantes veem as crianças como um público em potencial para jogar e aprender sobre o combate do Aedes Aegypti. “A intenção mesmo é que ocorra o treinamento de maior número possível de agentes mirins. A criança que aprendeu com o jogo por trazer isso [o conhecimento] para casa”, disse José Victor Cardim.

G1.com



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