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quarta-feira, 17 de agosto de 2016 10:12

Polícia do Rio prende membro do COI por suspeita de cambismo na Olimpíada

A entidade garante que segue as regras do COI sobre venda e revenda

Ele é acusado de envolvimento na venda de ingressos para os Jogos Olímpicos

Ele é acusado de envolvimento na venda de ingressos para os Jogos Olímpicos

A polícia do Rio prendeu na manhã desta quarta-feira Pat Hickey, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele é acusado de envolvimento na venda de ingressos para os Jogos Olímpicos. A prisão ocorreu no hotel usado pela entidade, na Barra da Tijuca. O dirigente também preside o Comitê Olímpico da Irlanda. O Estadão havia revelado semana passada que cambistas presos no Rio de Janeiro foram abastecidos por ingressos fornecidos pela “família olímpica” e atuavam para uma empresa com ligações com membros do COI.

No total, cerca de 40 cambistas foram detidos em três dias no Rio, com grupos repetindo o esquema que ocorreu na Copa do Mundo de 2014. Um dos presos pela Polícia Civil do Rio na última sexta-feira foi o irlandês Kevin James Mallon acusado de envolvimento com uma quadrilha internacional de cambistas. Detido em flagrante, ele era um dos diretores da empresa inglesa THG que, em 2014, teve seu CEO, James Sinton, detido por integrar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo.

Durante a ação, os policiais civis apreenderam cerca de 1.000 ingressos que eram comercializados por valores bem acima dos fixados pela organização da Olimpíada. Mas vários desses ingressos faziam referências às entidades de membros do COI. Para que cada ingresso seja emitido, ele precisa sair com um nome de referência. Muitos deles estavam em nome do Comitê Olímpico da Irlanda, inclusive ingressos de valores elevados para a cerimônia de abertura. Donovan Ferreti, diretor de Ingressos do Rio-2016, explicou que uma pessoa ou empresa pode comprar no máximo 120 entradas.

Mas entidades olímpicas nacionais tem acesso a um volume maior, supostamente para vender para seus torcedores. Procurado, o Comitê Olímpico da Irlanda indicou que não conhece as pessoas presas. ” Abrimos investigações imediatas para entender como ingressos com os nomes do comitê chegaram a essas pessoas”, indicou o comitê irlandês, em um e-mail. A entidade garante que segue as regras do COI sobre venda e revenda. “Estamos tratando dessa assunto como máxima seriedade “, garantiu.

Bahia Notícias



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