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domingo, 04 de setembro de 2016 20:40

Câncer é segunda principal causa de morte até 19 anos; cura chega a 70% com diagnóstico

Câncer é a segunda causa de morte entre 1 e 19 anos, perdendo apenas para acidentes e violência

Foto: ilustração

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O câncer infantil figura atualmente como a segunda causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos, perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência. Apesar disso, o índice de cura pode chegar a 70% dos casos se houver diagnóstico precoce. O alerta é da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica que promove a campanha Setembro Dourado no intuito de ampliar a conscientização em prol da causa.

De acordo com a entidade, no Brasil, a taxa de cura do câncer infantil gira em torno de 50% dos casos – índice bastante distante de países como os Estados Unidos, onde a taxa é de 80%. A campanha destaca que o tratamento, nestes casos especificamente, vai muito além do papel exercido por hospitais e defende o empenho de diversos setores na luta contra a doença.

Câncer: em crianças X em adultos
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 12 mil novos diagnósticos de câncer infantil no Brasil a cada ano, com pico de incidência na faixa de 4 a 5 anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.

Os tipos mais comuns de câncer entre adultos são os carcinomas (como câncer de pulmão e câncer de mama), provocados, em parte, por fatores ambientais e estilos de vida. Já em crianças, os tipos mais comuns são leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas (câncer dos gânglios linfáticos), geralmente com origem em células que se desenvolveram em estágios iniciais da gestação.

Câncer infantil é doença familiar
A campanha defende ainda que o profissional de saúde que atende uma criança com câncer deve estender o tratamento a toda a família do paciente, uma vez que o câncer infantil é visto por especialistas como uma espécie de câncer familiar e não de um único indivíduo apenas.

A proposta é que a sociedade civil organizada exerça papel fundamental de dar apoio psicológico, principalmente aos que estão em outra cidade para o tratamento e o acolhimento da família e da criança.

“A luta pelo câncer infantojuvenil é de todos – governantes de todas as esferas, pais, educadores, profissionais da saúde, voluntários, cidadãos. Assim, quanto mais informações sobre a doença forem disseminadas na sociedade e cada um assumir o papel de promoção pela cura, alcançaremos a meta, pois não há prêmio melhor do que uma criança curada”.

Sinais a serem investigados
Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:

  1. Vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea)
  2. Desequilíbrio ao andar
  3. Dificuldade na visão
  4. Dores ósseas ou nas articulações
  5. Movimentos limitados
  6. Palidez insistente
  7. Febre persistente
  8. Emagrecimento
  9. Fraqueza
  10. Irritabilidade
  11. Sudorese excessiva
  12. Manchas roxas no corpo ou em pálpebras
  13. Sangramento em geral
  14. Diarreias crônicas
  15. Dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries
  16. Dores abdominais prolongadas
  17. Ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas
  18. Nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor
  19. Secreção crônica drenada pelo ouvido
  20. Desenvolvimento precoce de caracteres sexuais
  21. Na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.

Correio24H



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