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sexta-feira, 30 de setembro de 2016 11:16

Homem que matou candidato em Goiás tinha um processo contra a prefeitura

Atentado aconteceu durante uma carreata no município de Itumbiara

Momento em que o atirador sai do veículo em Goiás

Momento em que o atirador sai do veículo em Goiás

O homem que alvejou e matou o prefeito José Gomes da Rocha (PTB), 58 anos, e o cabo da Polícia Militar Vanilson João Pereira, 36 anos, em Itumbiara, havia processado a prefeitura numa ação trabalhista. Gilberto Ferreira do Amaral era funcionário da prefeitura de Itumbiara há 17 anos e reclamava o pagamento de horas extras no período de 2009 e 2013. Nesse período, Gomes era prefeito e teria se negado a fazer um  acordo para encerrar a ação trabalhista.

A Prefeitura acabou perdendo a ação e foi condenada a pagar cerca de R$ 12 mil, mas vinha protelando o pagamento, o que levou o Tribunal de Justiça de Goiás a bloquear as verbas do município. Amaral não estava satisfeito com o valor que iria embolsar. De acordo com funcionários da prefeitura, ele também reclamou pelo não recebimento por supostos serviços prestados ao ex-prefeito como motorista em campanhas políticas anteriores.

O velório do político e do policial foi marcado por grande comoção. Os dois foram baleados e mortos no atentado que também feriu gravemente o vice-governador do estado, José Elilton, de 44 anos, durante uma carreata na tarde de quarta-feira. O advogado da prefeitura Célio Rezende também ficou ferido. O autor dos disparos, o funcionário público Gilberto Ferreira do Amaral, de 53 anos, foi morto pela polícia.

Pelo menos três mil pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram o salão e as imediações do Teatro Municipal, na despedida de José Gomes. O corpo do cabo Vanilson foi velado no salão de uma funerária. Os dois corpos foram sepultados ontem. Na cidade de 101 mil habitantes, em razão do luto oficial de três dias decretado pelo prefeito Chico Balla (PTB), as repartições públicas estavam fechadas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, classificou como “chocante” e “deplorável” o acontecimento. “Isso certamente será devidamente esclarecido. Mas realmente se trata de um episódio chocante e deplorável para todos os títulos”, disse. O presidente do TSE pediu ao Ministério da Justiça que a Polícia Federal investigue o assassinato.

Correio



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