brasil

terça-feira, 11 de outubro de 2016 11:05

Propina na Petrobras era institucionalizada, diz ex-gerente

O ex-gerente de Engenharia - que já confessou que o PT recebeu quase R$ 200 milhões em propinas em dez anos via contratos de sua área - foi ouvido nesta segunda-feira

O ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco, que confessou ser uma espécie de contador da propina na Diretoria de Serviços da estatal – cota do PT no esquema de corrupção alvo da Operação Lava Jato -, confirmou na segunda-feira (10) ao juiz federal Sérgio Moro que obra da reforma do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no Rio, envolveu pagamentos de 2% para o PT e para os agentes públicos sustentados pelo partido nos cargos. Segundo ele, a propina estava “institucionalizada”.

“As vezes fica difícil responder o que a gente (agentes públicos e partidos) fazia para receber essa propina. Às vezes eu não sabia, porque estava institucionalizada. Tava instituída essa propina, a gente não fazia nada especial para ter essa propina”, declarou Barusco – delator da Lava Jato.

O ex-gerente de Engenharia – que já confessou que o PT recebeu quase R$ 200 milhões em propinas em dez anos via contratos de sua área – foi ouvido nesta segunda-feira, 10, como testemunha de acusação do Ministério Público Federal contra ex-executivos da OAS, entre eles o ex-presidente José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira.

Correio



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