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quinta-feira, 03 de novembro de 2016 09:39

“Chora ou vende o lenço”? – Gildásio Morais

Você chora ou vende o lenço? Qual a sua atitude em momentos de crises, é capaz de ver a luz no fim do túnel, ou sua ação é passiva diante das dificuldades?

A crise ligou o sinal amarelo das empresas, tornando necessário que houvesse a partir de então um olhar mais cauteloso sobre o negócio, buscando diminuir os riscos, e estancar a estatística brasileira que de cada dez empresas abertas, cinco fecham no prazo de três anos.

Refazer o trajeto é uma decisão inteligente de quem percebe que está perdido no caminho. Uma boa parte das empresas geralmente não costumam refazer caminhos, planejar e avaliar metas, principalmente as micro e pequenas empresas. Esse descaso com o planejamento, geralmente aumenta em tempos de bonanças quando as vendas são abundantes, e os fluxos de caixas são enobrecedores, entram e saem dinheiro a toda instante, a procura é bem maior que a oferta, assim, denota um tempo favorável, ambiente de estabilidade econômica.

Em tempos de economia baixa, ou bem melhor, em tempos de crise, a oferta é maior que a procura, as vendas caem, e o fluxo de caixa indica diminuição de saída e entrada de dinheiro, assim, o tempo que era de bonança, começa a trazer dores de cabeça, tensões, stress. Mudou o cenário que antes trazia estabilidade financeira, com a crise o negócio merece todo cuidado possível. Com o subir e descer da balança, comedido o empreendedor deve analisar o cenário econômico e voltar-se para seu negócio. É neste momento da visualização da real situação da empresa, que “chora ou vende o lenço”.

Essa expressão transmite a presunção do agir de quem é de fato um empreendedor. Ela, oportuna o entendimento que não existe morno na missão empreendedora, ou é frio ou é quente, é decisão de quem precisa decidir se vai ou se fica, mas, com segurança.

Você chora ou vende o lenço? Qual a sua atitude em momentos de crises, é capaz de ver a luz no fim do túnel, ou sua ação é passiva diante das dificuldades?

Crises, transtornos, tempos difíceis são inevitáveis, teremos que montar estratégia de produzir e prosperar no meio dela ou a partir dela.

A visão do empreendedor nunca deve ser a de galinha, que tem sua cabeça sempre voltada para baixo, e não consegue voar; deve ser sempre de águia, com olhar no horizonte, em busca sempre de novas oportunidades, e a partir do problema, talvez. É comum dizermos, que quando aperta um lado, sobra do outro – quando falta energia mais velas são vendidas, quando falta agua, mais agua mineral são vendidas, quando falta carne, consumimos mais peixes e aves – e assim, a engrenagem econômica continua.

Seja criativo, antecipe as ideias, mude de lugar se necessário, posicione e recebe as melhores oportunidades. Não deixe que a sobra da crise chegue perto, sobressaia com a expertise empreendedora que o brasileiro tem naturalmente.

A expressão “nada cai do céu” serve para embasar nossa sugestão às ações passivas dos empreendedores, que costumam se lamentar diante da dificuldade, invés, de buscar soluções para dirimir as problemáticas. Planejar é ação mais acertada, ela norteará para a melhor decisão, indicando qual o caminho a empresa deve percorrer, seja, em tempos favoráveis ou desfavoráveis economicamente.

Gildásio R Morais – Contador Especializando em Contabilidade, Perícia e Auditoria
Cursando MBA Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal
Cursando MBA em Controle e Gestão do Terceiro Setor



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