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quinta-feira, 24 de novembro de 2016 10:58

Delator diz que Geddel ganhou relógio de R$ 85 mil da Odebrecht

De acordo com site, ex-executivo da empreiteira contou, em acordo para delação premiada, que o atual ministro da Secretaria de Governo recebeu um relógio suíço avaliado em R$ 85 mil de presente quando comandava a Integração Nacional no governo Lula.

Reportagem publicada pelo site Buzzfeed afirma que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ganhou um relógio suíço Patek Philippe, modelo Calatrava, da Odebrecht. A informação, segundo o site, consta dos anexos do acordo para a delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira.

O presente, dado em 2009, custou US$ 25 mil (o equivalente a R$ 85 mil no câmbio de hoje), diz o Buzzfeed. Na época, Geddel era ministro da Integração Nacional do governo Lula. A pasta foi responsável, naquele ano, pela liberação de R$ 35,2 milhões para a Construtora Norberto Odebrecht referentes a obras de implantação do projeto de irrigação Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, executado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Segundo o repórter Severino Motta, junto com o relógio Geddel recebeu um cartão de felicitações assinado por Emílio Odebrecht, por seu filho, Marcelo, e pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Filho. Conforme a reportagem, o executivo contou que Geddel recebia repasses regulares da Odebrecht, maior empreiteira do país, sediada em Salvador, mesma cidade do político.

Esses repasses, ainda segundo a apuração do Buzzfeed, eram frequentes em períodos eleitorais, na forma de doações de campanhas, e em períodos não eleitorais. De acordo com o site, o delator afirmou que Geddel tinha o apelido de “Boca de jacaré”, porque, embora recebesse recurso considerável de recursos da empreiteira, sempre pedia mais.

O Buzzfeed não conseguiu localizar Geddel para comentar o assunto. Mas, em entrevista ao Estadão, o ministro chamou o caso de “mentira desavergonhada”, admitiu que conhece Cláudio Filho, mas negou que tenha recebido presente ou recursos não contabilizados. Ele declarou, ainda, que vai aguardar para confirmar o teor da delação do ex-executivo. “A irresponsabilidade não pode chegar a esse ponto para se safar de condenação”, afirmou.

Fonte: Congresso em Foco



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