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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 15:26

Aos 95 anos, morre cardeal Dom Paulo Evaristo Arns

Ele estava internado no Hospital Santa Catarina em decorrência de uma broncopneumonia

Foto: divulgação

O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, morreu nesta quarta-feira (14), em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina em decorrência de uma broncopneumonia. Arns estava com 95 anos. O religioso estava internado desde o dia 28 de novembro. O velório será na Catedral da Sé, no Centro de São Paulo. Segundo a arquidiocese de São Paulo, ele deve ser sepultado na cripta da catedral.

O anúncio da morte de Arns foi feito através de nota emitida pelo arcebispo Dom Odilo Scherer, da Arquidiocese de São Paulo. “Comunico, com imenso pesar, que no dia 14 de dezembro de 2016 às 11h45, o Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, entregou sua vida a Deus, depois de tê-la dedicado generosamente aos irmãos neste mundo”, afirmou.

Em outro trecho da nota, Scherer ressaltou a trajetória de vida de Arns, dedicada à religião em sua maior parte. “Louvemos e agradeçamos ao “Altíssimo, onipotente e bom Senhor” pelos 95 anos de vida de Dom Paulo, seus 76 anos de consagração religiosa, 71 anos de sacerdócio ministerial, 50 de episcopado e 43 anos de cardinalato. Glorifiquemos a Deus pelos dons concedidos a Dom Paulo, e que ele soube partilhar com os irmãos. Louvemos a Deus pelo testemunho de vida franciscana de Dom Paulo e pelo seu engajamento corajoso na defesa da dignidade humana e dos direitos inalienáveis de cada pessoa’, destacou.

Arns era filho de Gabriel Arns e Helena Steiner, brasileiros, descendentes de imigrantes oriundos da Alemanha. Em 22 de maio de 1977 recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” (juntamente com o presidente norte-americano Jimmy Carter) da Universidade de Notre Dame, Indiana, Estados Unidos, pelo seu trabalho em prol dos direitos humanos.

Em 1996, após completar 75 anos, apresentou renúncia ao Papa João Paulo II, em função das normas eclesiásticas.  A partir de então, tornou-se arcebispo emérito de São Paulo. Arns escreveu 49 livros sobre a ação pastoral da igreja e direitos humanos. Umas das principais obras publicadas por Arns foi a pesquisa sobre tortura durante a Ditadura com o título “Os Anos de Chumbo: Brasil, Nunca Mais”.

 Correio24H



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