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terça-feira, 31 de janeiro de 2017 21:36

Faltando menos de 24 horas para eleição da ALBA, Marcelo Nilo desiste de concorrer a presidencia

Marcelo concorreria pela sexta-vez consecutiva a cadeira principal do legislativo baiano. Por enquanto Ângelo Coronel está com candidatura única

Marcelo Nilo começou na presidência da ALBA em 2007, no primeiro mandato do então governador Jaques Wagner, foi reeleito em 2009, 2011, 2013. No biênio 2015 – 2016 já foi no Governo Rui Costa.

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa da Bahia nos últimos dez anos, Marcelo Nilo (PSL) surpreendeu a muitos na noite desta terça-feira, 31, quando anunciou sua desistência de concorrer pela sexta vez consecutiva a cadeira mais importante do Legislativo, às vésperas, ou seja, faltado menos de 24 horas para o inicio da votação.

Nilo iria concorrer com o deputado Ângelo Coronel (PSD), mas optou por desistir. Informações dão conta que sua desistência pode ser pelo fato do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) retirar o apoio a sua candidatura, que ficaria mais fragilidade para disputa.

Marcelo Nilo já havia anunciado que não concorreria mais a uma vaga no Legislativo da Bahia.

Marcelo Nilo teria convocado os deputados aliados para anunciar a sua desistência e aqueles que não estiveram pessoalmente ele ligou para comunicar. O clima no seu gabinete é de despedida, pois, objetos pertencentes a Marcelo já começam a serem desmontados, já que o próximo presidente será empossado logo após o resultado da eleição e automaticamente ocupará o gabinete que desde 2007 vem sendo ocupado por ele.

Marcelo Nilo teria avisado primeiramente a Rui Costa

Com a desistência de Nilo, Coronel tem candidatura única até este momento, mas não quer dizer que até horas antes da eleição, prevista para a partir das 14h desta quarta (1º) não surja uma candidatura para ‘bater chapa’.

Nota Pública do parlamentar

Venho a público informar que não concorrerei à reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia amanhã. Ocupei o prestigioso cargo por dez anos, contando com o apoio suprapartidário dos companheiros deputados estaduais e tenho o orgulho de afirmar que, nesse período, o Legislativo Estadual cumpriu com seus deveres sem abdicar de suas prerrogativas, sem um único episódio que deslustre a sua imagem perante a Bahia e os baianos. Atendendo a amigos deputados, postulei nova recondução à Presidência. Para tanto, constituí um grupo de alianças com legendas da base de apoio à administração do governador Rui Costa. Hoje, avaliando a conjuntura juntamente com os deputados que me apoiaram, resolvemos retirar a candidatura à Presidência da Assembleia Legislativa. Deixo consolidado grande número de projetos destinados à melhoria das condições de vida do povo baiano.

Devo ressaltar que permanecerei na militância política. Jamais me furtarei a colaborar com a minha terra e com a minha gente. Dedicarei minha energia à defesa dos municípios que represento com o empenho de sempre, cumprindo a palavra e a todos os compromissos assumidos. Este é o meu legado e marca pessoal.

São quase 40 anos de vida pública, sete mandatos parlamentares consecutivos com votação sempre crescente – o que me autoriza a afirmar que estou no caminho certo, combatendo o bom combate, em favor do desenvolvimento, com justiça social, para a Bahia. Costumo dizer que quem não gosta de gente, do povo, nunca deve ingressar na vida pública. Eu permanecerei em atividade plena exatamente por isso.

Deixo a Presidência da Assembleia sem uma mácula e não encaro a saída do honroso cargo como um “retorno à planície”. O nosso plenário jamais deve ser tratado como algo trivial. Com a cabeça erguida darei prosseguimento ao mandato que me confiaram 150 mil baianos.

Aos companheiros que me apoiaram, expresso a mais profunda gratidão e reconhecimento.

Aos demais colegas, igualmente, agradeço o apoio durante todo esse período, desejando êxito em suas caminhadas. Ao meu sucessor na Presidência, um mandato profícuo.

Deputado Marcelo Nilo

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia

Eleição a partir da 14h30

A votação secreta se dará através de chamada nominal por ordem alfabética dos votantes para cada um dos nove cargos, de acordo com a hierarquia dos postos em disputa. Por ter sido a última reunião da Mesa Diretora atual, o presidente Marcelo Nilo agradeceu o apoio que recebeu dos companheiros. “Todos atuaram de forma independente, com autonomia, contribuindo para o colegiado representar corretamente os 63 deputados e o conjunto dos cidadãos de nossa terra”. Ele anunciou que fará a abertura formal da sessão de votação, mas como disputará a recondução, por ética, passará o comando dos trabalhos para o decano do Legislativo e seu último antecessor, o deputado Reinaldo Braga, por ser o deputado mais velho na idade e em quantidade de mandatos e atuar como presidente de honra.

Reinaldo Braga convocara os integrantes das legendas mais representativas para ocupar a primeira e a segunda secretarias, ou seja, representando o PT e o PSD. Antecessor imediato do deputado Marcelo Nilo na Presidência, conforme prevê o Regimento Interno, ele já dirigiu outras eleições para a Mesa Diretora e, como o rito será exatamente o mesmo, o processo deve fluir sem obstáculos.

A votação será iniciada pela Presidência, seguida das quatro vice-presidências e das quatro secretarias. Na hipótese de disputa para qualquer dos nove postos, como se anuncia para a Presidência, cada parlamentar depositará o voto em urna específica. Tanto as cédulas quanto os envelopes serão rubricados pelos dirigentes da sessão e pelos integrantes da Mesa Diretora.

Regimentalmente é prevista a chamada de ausentes a cada votação, sendo a apuração imediata, realizada também de forma hierarquizada, cabendo ao presidente dos trabalhos instituir uma comissão suprapartidária com essa finalidade. Qualquer deputado pode se inscrever para disputar vaga na Mesa de forma avulsa até o início do processo de votação e após a escolha do presidente, caso exista acordo, para os demais cargos, uma votação em cédula única pode ocorrer, agilizando o processo de votação e a escrutinação.

Serão considerados nulos os votos que possuam rasuras, marcas ou sinais que permitam identificação – inclusive na cédula. Também é vedada a colocação de mais de uma cédula em mais de um envelope. Para preservar o sigilo do voto já foram retiradas das proximidades do local de votação as câmeras de segurança do plenário e as utilizadas pela TV Assembleia para transmissão das sessões.

Posse imediata – Proclamado o resultado, o presidente eleito e o primeiro e segundo secretários assumirão seus postos e o novo presidente fará a convocação do Legislativo para a sessão solene de reabertura dos trabalhos, no dia seguinte, às 10h, que contará com a presença do governador Rui Costa.

 

Redação CN

 



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