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quinta-feira, 05 de janeiro de 2017 00:34

Promessas para o ano – Dom Itamar Vian

Hoje - independente do calendário - é o tempo certo para refazer escolhas, para pedir perdão, para recomeçar, para sorrir.

Não é difícil recordar as promessas que fizemos, até várias vezes. Foram promessas generosas, que não cumprimos. A lista varia de pessoa para pessoa. Assim, como a quantidade. Há uma certa igualdade entre nossos defeitos, que passam para  as promessas que ficam  para o dia de amanhã, para o ano que vem.

Quais são as promessas que você já fez? Amanhã vou  parar de fumar e beber, não vou me estressar por pequenas coisas; vou começar fazer exercícios físicos;  vou ler aquele livro que está sobre minha mesa; vou parar de gastar dinheiro com besteiras; vou dedicar  mais tempo para a família; ler mais a Bíblia; dedicar mais tempo para os amigos. No ano que vem vou dar um jeito para melhorar a minha vida.

Evidentemente, existem outras promessas que poderiam ser feitas: vou comer menos chocolate,  não vou regressar tão tarde para casa, vou dirigir com mais prudência, vou visitar aquele familiar adoentado, não vou mais entrar no cheque especial, não  vou me esconder atrás das desculpas,  não quero mais mentir,vou parar de jogar as promessas para o outro ano.

Tudo isso soa  falso quando queremos mudar, mas  jogamos a decisão para o ano que vem. Se a coisa é importante, devemos fazê-la agora. Quando eu crescer, quando eu me formar, depois que casar, quando tiver estabilidade financeira… Ai chegamos ao último estágio: depois que me aposentar… Em seu leito de morte, Georges Bernanos admitiu: sou responsável por tudo aquilo que não fiz.

A desculpa para deixar para mais tarde atormentou o grande Santo Agostinho: amanhã, sempre amanhã, porque não hoje? O tempo de Deus é infinito, assim como o seu  perdão, mas nosso tempo é limitado. O amanhã, o ano que vem, mais tarde, são apostas temerárias. Não sabemos se haverá amanhã para nós. O  nosso tempo é  hoje. Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje.

Hoje – independente do calendário – é o tempo certo para refazer escolhas, para pedir perdão, para recomeçar,  para  sorrir. Não adianta  um Ano Novo  se nossas atitudes forem velhas.. Imagine uma nova história para sua vida e creia nela! Por isso, nunca é  cedo demais para começar, nem tarde demais  para  recomeçar. A cada dia você escolhe se quer mudar ou quer ficar como está. Se optar pela segunda alternativa, não haverá Ano Novo.

+ Itamar Vian

Arcebispo Emérito

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