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quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017 14:37

Cinco são presos suspeitos de fraudar programa de sócios do Bahia

Suspeitos são ligados à torcida organizada Bamor, segundo a Polícia Civil

Cinco pessoas foram presas pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), na manhã desta quinta-feira (9), acusadas de fraudar o Programa Sócio Torcedor, do Esporte Clube Bahia. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos são integrantes da torcida organizada Bamor e faziam parte da mesma quadrilha que atuava com o intuito de lesar o clube.

O Draco investigava a quadrilha havia seis meses. Gabriel Pereira Silva, 21 anos, Ricardo Henrique Almeida da Silva, 25, Pablo Rodrigo Barral dos Santos, 22, Gilson Silva de Almeida Júnior, 22, e Jaílson Conceição dos Santos Júnior, 22, foram levados para a sede do departamento, na Pituba, e autuados por estelionato e organização criminosa.

Outros dois mandados de prisão ainda não foram cumpridos. Geovane Lima Silva, 23, mora na Paraíba e é integrante da torcida organizada Jovem do Galo, do Esporte Clube Treze, da Paraíba. Rodrigo Carvalho Teixeira, 25, reside na Bahia, mas não foi encontrado nas buscas feitas pelos policiais civis.

Todos os presos possuem passagem pela polícia por briga em estádios. Gilson também já foi preso por furto.

Modus operandi
Segundo o delegado Alexandre Narita, do Draco, o grupo atuava nos arredores do estádio e também nas casas de torcedores com identificação falsa. “Eles ofereciam uma espécie de promoção para integrar o Esquadrão Torcedor, que é o clube de sócios do Bahia, e, com isso, possuir as vantagens de ser associado por um valor muito abaixo do real”, explicou o delegado, conforme nota enviada pela assessoria da Polícia Civil.

Ainda de acordo com Narita, aproximadamente 400 pessoas foram enganadas pela quadrilha, que utilizava cartões de crédito de pessoas desconhecidas para se cadastrar no clube através da internet e embolsavam o valor pago pelo torcedor. Ao perceber, o dono do cartão solicitava o estorno da cobrança, mas o novo membro acabava permanecendo como sócio por um tempo.

Através da assessoria de comunicação, o Esporte Clube Bahia informou que não vai se pronunciar sobre o caso. O CORREIO tentou entrar em contato com representantes da Bamor, para confirmar se os suspeitos presos fazem parte da torcida organizada, mas ninguém foi localizado.

Correio24H



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