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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017 23:03

Espírito Santo anuncia demissão de 161 PMs ligados a paralisação

Entre eles serão publicados os inquéritos de dois tenentes-coronéis; um major; e um capitão da reserva remunerada.

A Polícia Militar do Espírito Santo vai publicar nesta terça-feira (14) no Diário Oficial do Estado a demissão de 161 militares envolvidos no aquartelamento iniciado na sexta-feira (3). Também serão instaurados os primeiros Inquéritos Policiais Militares (IPMs) para apurar a paralisação. Ao todo, 703 policiais militares são investigados. A informação é do G1.

As demissões têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídas, segundo informou o governo nesta segunda-feira (13). A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informou ainda que serão publicados os inquéritos de dois tenentes-coronéis; um major; e um capitão da reserva remunerada. Além disso, serão publicados o “Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário”, para quem tem menos de 10 anos de PM, ou Conselho de Disciplina, para quem tem mais de 10 anos de PM, de 161 policiais militares.

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Segurança
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse  no domingo (12) que, na avaliação do governo federal, a ordem e a segurança pública foram resgatadas no Espírito Santo. Segundo ele, as informações do governo do estado são de que a greve da Polícia Militar está “em declínio”. Ainda assim, o efetivo de 3,1 mil homens das Forças Armadas permanecerá no Espírito Santo “todo o tempo que seja necessário para que se garantam vidas”, de acordo com o ministro.

“A grande Vitória está levando uma vida bem mais tranquila. Amanhã as escolas estarão funcionando. O comércio abre, como já abriu no sábado, e o sistema de transporte coletivo deverá operar normalmente. A determinação do presidente da República, de recuperar a ordem, está sendo atendida”, disse Jungmann, após reunião com Michel Temer neste domingo no Palácio do Jaburu.

Também participaram no encontro os ministros da secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, da secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen e o ministro interino da Justiça, José Levi do Amaral. Segundo Jungmann, foi uma reunião de trabalho na qual, entre outros assuntos, os ministros fizeram um balanço sobre a atuação das Forças Armadas no Espírito Santo.

O ministro da Defesa negou que o governo federal tenha demorado a agir diante do caos causado no estado pela greve da PM. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo informou que foram registrados 142 homicídios no Espírito Santo do dia 4 de fevereiro até as 10h de ontem.

Fonte: Correio



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