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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 11:13

Ex-dançarina de Silvanno Salles está entre mulheres presas na Itália por tráfico de pessoas

Segundo as investigações, Carla Minhoca fazia parte de quadrilha que levou mais de 150 mulheres para se prostituir na Europa.

Carla Minhoca na época em que dançava no grupo de pagode Fantasmão.

A dançarina Carla Sueli Silva Freitas é uma das três brasileiras presas pela polícia italiana, na última quarta-feira (15), acusadas de tráfico de pessoas e favorecimento à prostituição.  Carla Minhoca, como é conhecida, já atuou como bailarina do cantor Silvanno Salles e de bandas de pagode como o Fantasmão.

A prisão dela e das outras suspeitas ocorreu durante o cumprimento de um mandado emitido pela justiça brasileira em caráter internacional. Através do Serviço de Cooperação Internacional da Polícia, as autoridades brasileiras informaram ao governo italiano sobre a atuação de um grupo com sede em Fortaleza (CE), que agia na Itália e na Eslovênia.

Segundo as investigações, a quadrilha agia no Brasil desde 2010 e levou mais de 150 mulheres para se prostituir na Europa. A rede criminosa é composta por aliciadores, responsáveis pelo recrutamento, transporte, viagens para o exterior, acolhimento, alojamento e exploração sexual de vítimas (mulheres) nos países de destino.

No Brasil, foram emitidos mandados contra 13 pessoas. Na Itália, esses mandados foram cumpridos pelas equipes de polícia de Brescia – onde Carla chegou a vencer o concurso Miss Bumbum local -, Milão e Gorizia, contra as suspeitas de integrar o grupo. O advogado de Carla e das outras duas brasileiras informou ao programa Fantástico, da TV Globo, que elas não comentariam o caso.

A Operação Marguerita envolveu 92 policiais federais e visava cumprir 13 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 18 mandados de condução coercitiva, todos expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

Em um condomínio à beira-mar, em Fortaleza, a polícia prendeu o esloveno Vito Camerník. Outro esloveno, Tíne Mótoh, também foi detido na capital cearense. Foram presos ainda três italianos: Marco Paolo Villa, Flávio Frúgis e Pasquale Ferrante, além de outros brasileiros.

Todos serão indiciados por crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com pena prevista de até 25 anos de reclusão.

A operação foi batizada de “Marguerita” em alusão ao nome da principal boate (Margerita) na Eslovênia, onde se exploravam sexualmente as vítimas.

Correio



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