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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 16:08

Justiça determina que Hospital da Criança aceite entrada de medicamento para tratar criança coiteense com câncer

Reconhecendo a gravidade do problema, Doutor Gerivaldo publicou a liminar determinando que o Hospital não só permita a entrada do medicamento, como também busque junto ao estado a quantidade necessária para os próximos meses de tratamento

Imagem cedida e devidamente autorizada pelo pai

O juiz de Direito da Comarca de Conceição do Coité Gerivaldo Alves Neiva, determinou nesta quinta-feira, 23, através de liminar, que o Hospital Estadual da Criança – HEC, sediado em Feira de Santana, aceite a entrada do medicamento para tratamento da criança coiteense Maria Emília Moraes de Melo, 9 anos, portadora de um tumor na cabeça, considerado inoperável.

O Calila Noticias publicou esta reportagem no dia 12 de fevereiro, mostrando o sofrimento de um pai, que depois de 13 meses se dedicando a saúde da filha, não vendo evolução satisfatória depois da criança passar pelas sessões de radio e quimioterapia, que o caso não resolve por cirurgia, mas que existe um medicamento capaz de aumentar a esperança dele, pois, nunca perdeu, foi informado que a referida droga não é fornecida pelo hospital e que não podia continuar o tratamento naquela unidade.

Sem forças, Mário procurou o advogado Leonardo Guimarães para tentar o tratamento da filha pelo meio jurídico | Foto: Raimundo Mascarenhas

O pai da criança, o camelô Mário Marcos Agostinho Melo, tomou conhecimento da existência no mercado de tal medicamento, porém muito caro para sua estrutura financeira, pois, o custo mensal fica em torno de R$ 10 mil. Correndo contra o tempo, ele reuniu familiares e conseguiu juntar o valor, mas ao chegar no hospital foi informado que não aceitava a entrada privada de medicamento no espaço conveniado ao Sistema Unico de Saúde – SUS.

Diante da situação, Mário buscou outra alternativa por meio judicial, a fim de tentar iniciar o tratamento da sua filha, quando procurou o advogado Leonardo Guimarães, que sensível a situação  abraçou a causa sem ônus e para o mesmo. O processo enquanto estava em tramitação e depois da publicação da reportagem a direção do HEC, segundo Leonardo, Mário foi chamado e disse que o hospital sugeriu que ele levasse a criança para tratar com outro tipo de medicamento, mas segundo ele não garantiu eficácia, e ele não aceitou.

Reconhecendo a gravidade do problema, Doutor Gerivaldo publicou a liminar determinando que o Hospital não só permita a entrada do medicamento, como também busque junto ao estado a quantidade necessária para os próximos meses de tratamento. DECISÃO 



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