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segunda-feira, 13 de março de 2017 13:23

Araci Norte I – Deputado Alex da Piatã, prefeito e vereadores visitam projeto e tentam a retomada da obra de abastecimento d’água

O CN inicia uma série de reportagem sobre o Projeto Araci Norte que parou faltando 35% para ser concluído deixando de atender milhares de pessoas. A Bacia Sedimentar fica na região de Tracupá no Município de Tucano.

Antes de visitarem in loco o Projeto Araci Norte as lideranças se reuniram na casa do empresário Raniel Oliveira (esquerda) | Foto: Raimundo Mascarenhas

Nesta primeira edição da série de reportagem sobre o Projeto Araci Norte, o Calila Noticias acompanhou no domingo (12/03), o deputado estadual Alex da Piatã (PSD), o prefeito de Araci, Silva Neto (PDT) e os vereadores Roberto do ‘Sem Freio’ (PP), Anastácio Carvalho (PR), José Augusto Moura (PDT), Gilvan Oliveira dos Santos ‘Guri’ (PV) Edneide Pereira (PT) e Jamile Magalhães da Costa (PSDB), além de Marcos Antonio Pimentel, “Marquinhos” (PRB), vereador licenciado, atual secretário de Relações Institucionais, uma reunião na residência do empresário Raniel Antonio Araújo de Oliveira, conhecido por ‘Quiabão’  onde obteve informações detalhadas deste projeto que vem se “arrastando” desde que foi implantado em abril de 2002, pelo então governador César Borges.

Água é bombeada 24 horas por dia , mas está sendo insuficiente por causa de ligações clandestinas. Projeto ainda falta 35% para ser concluído | Foto: Raimundo Mascarenhas

As lideranças de Araci em busca de apoio do Governo convidou o deputado Alex da Piatã na condição de representante da região na Assembleia Legislativa e informaram que ao longo dos 224 quilômetros de adutoras, deveriam ser construídos 56 reservatórios, 15 estações elevatórias e três estações de tratamento, rede de distribuição de 116 quilômetros e mais de seis mil ligações domiciliares a partir da Bacia Sedimentar de Tucano na região do Povoado de Tracupá, onde foram perfurados dois profundos poços tubulares, o primeiro com uma vazão de 400 mil litros d’água/hora de boa qualidade e o segundo com 250 mil, que deveria está chegando em 67 comunidades e beneficiando 38 mil moradores da zona rural de Araci e Tucano, mas a obra foi paralisada por ordem do Tribunal de Contas da União – TCU que apontou irregularidades.

Água sai do sub solo e é mandada para uma caixa na serra do Pai Migué (ao fundo) de onde é distribuída por gravidade | Foto: Raimundo Mascarenhas

Na primeira etapa, em 2002, foram construídos 32 quilômetros, beneficiando as comunidades de Arapuá (Tucano) e Serra, Bomba e Barro Preto e João Vieira (Araci). Para isso ocorrer, foi construída uma grande caixa d’água na Serra Pai Migué, para onde a água era bombeada e por gravidade chegaria a estas comunidades.

Na segunda etapa do Sistema Integrado de Abastecimento, por meio de uma adutora com 56 km de extensão, onde teria 1.250 ligações à rede de distribuição de 18,5 km, beneficiaria mais 14 comunidades, porém o que foi passado para o deputado Alex da Piatã é que nenhuma delas está sendo atendida, pois, são liberados 100 mil litros d’água/hora e apenas 20 mil chega à primeira comunidade pertencente ao município de Araci, ou seja, o restante fica “no meio do caminho”, ou melhor, nas fazendas que margeiam a adutora no município de Tucano, sendo usada para irrigação e consumo animal.

Através de um cano a água enche um tanque numa propriedade rural | Foto: Raimundo Mascarenhas

Quando a comitiva seguia até o local onde foram perfurados os poços, a equipe do CN flagrou a pratica em uma fazenda próximo ao povoado Olhos D’água da Serra onde colocaram um cano aparentando ser de 50 mm abastecendo uma tanque. Também foi encontrado no trecho uma plantação de coco, que segundo as lideranças políticas de Araci são canalizadas do sistema Araci Norte, que segundo informações passadas ao CN são“gatos”, ou seja, ligações feitas diretamente na rede, o que vem impedindo que a água chegue as residências.

Centenas de canos que deveriam estar enterrados para atender a população estão nestas condições | Foto: Raimundo Mascarenhas

Em 27 de dezembro do ano passado foi suspensa a obra quando já estava na terceira e última etapa, que permitiria sua conclusão após 15 anos. Esta etapa foi licitada pelo então governador Jaques Wagner, tendo como vencedora a construtora Ceará Mendes e custaria em torno de R$ 51 milhões e seria concluída em 12 meses.

Segundo empresário Raniel, informações que obteve de um funcionário da construtora, dava conta que a empresa Ceará recebeu uma carta com pedindo de paralisação da obra, enviada pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia –  CERB, e ainda ficou cerca de dois meses trabalhando em ritmo lento, aguardando que o Governo resolvesse o problema que gerou o pedido de paralisação, “como isso não aconteceu, alegou que estava tendo prejuízos e desativou o canteiro instalado no bairro da Bombinha, em Araci, naquele período chegou um fiscal da CERB e recebeu a obra que recebeu a obra inacabada e a empresa foi embora”, falou Quiabão, empresário no ramo de logística de transporte que forneceu serviços para Ceara Mendes.

Ele também lamentou o corrido, pois, afirmou que a construtora chegou a gerar 200 empregos diretos e honrou com todos os compromissos assumidos com os fornecedores.

Veja a reportagem em vídeo com entrevistas de Alex da Piatã e Silva Neto

Redação CN

Araci Norte II – Vereadores querem uma solução urgente para retomada da obra

 



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