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terça-feira, 07 de março de 2017 17:29

Coité – Traumatizados depois de assaltados em sala de aula, dois alunos pediram transferência do Olgarina

Ambos dizem que já ouviram falar de muitos assaltos fora e dentro do colégio, mas pelo que passarm se não encontrasse vaga em outra unidade iriam parar de estudar

Colégio Olgarina tem boa iluminação na frente, o interior é bem iluminado, mas está cercado de terreno baldio totalmente as escuras | Foto: Raimundo Mascarenhas

Dois alunos do terceiro ano noturno do Colégio Olgarina Pitangueira Pinheiro, no Bairro Mariquinha de Dodô, em Conceição do Coité, vitimas do assalto coletivo na noite de segunda-feira, 06, quando perderam seus celulares juntamente com dezenas de colegas e professores, estiveram na manhã desta terça, 07, para requerer a transferência para outro Colégio.

Eles aceitaram serem fotografados de costas e pediram para não serem identificados. O estudante H.S.P de L disse ao Calila Noticias que não se sentia seguro, ouvia muitos episódios de assaltos na saída e até mesmo na chegada dos alunos e temia que pudesse ser vítima também. “Optamos pela transferência  devido a violência, o trauma de ver nossos colegas passando mal e correndo risco de até levar um tiro por não querer entregar o celular, nos decidimos trocar de colégio para quem sabe evitar esse tipo de problema”, afirmou.

Transferência  para o Colégio Yêda Barradas próximo a sede da Companhia PM, onde acreditam estarem mais seguros | Foto: Raimundo Mascarenhas

A decisão de H, é a mesma de E.O.B, ambos estão indo estudar no Colégio Yêda Barradas, justificaram a opção do Yêda por ser uma escola que fica a cerca de 400 metros, na mesma avenida onde fica a sede da 4ª Companhia da Policia Militar.

O estudante E, disse que a escola tem uma área muito ampla e apenas um porteiro que não atende sozinho a demanda.” Pra ser ter uma ideia, os bandidos chegara as duas salas que ficam frente a frente, saquearam praticamente todos alunos e as professoras e conseguiram fugir sem deixarem pistas”, afirmou o estudante que disse que comprou o celular parcelado em 10 vezes e só tinha pago três prestações.

Fuga dos bandidos aconteceu por esta parede após retirar algumas telhas

E, disse que comentou com uma professora  na sexta-feira, 3, que a escola corria sério risco de   sofrer  ‘um arrastão’ e pediu para liberar os alunos mais cedo , antes das dez, foi quando ela relatou  que poderia liberar mais cedo, mas a direção não apoiava, já que o correto é liberar às dez horas. Três dias depois isso acontece”, lamentou .

A diretora Luziana Costa da Silva Ferreira  com auxilio do aluno Nicolas, ele que instalou as câmeras de segurança quando  prestava serviço a uma empresa, ao chegar, observou as imagens e concluiu que justamente a câmera que está mais próxima das duas salas assaltadas, não está funcionando e não foi possível  identificar. Outra  câmera que se encontra no mesmo corredor, só que muito distante dar para perceber o entra e sai nas salas.

Inicialmente uma professora vítima da ação criminosa disse que tinham sido dois bandidos que saquearam as duas salas, no entanto, na manhã desta terça tanto a imagem distante quanto os alunos apontam para quatro marginais que agiram simultaneamente nas duas salas, em apenas dois minutos.

Anne como é conhecida a diretora colheu o depoimento de alguns alunos,  pois, não se encontrava no momento do assalto, em seguida foi a delegacia prestar queixa e em posse do Boletim de Ocorrência irá redigir um documento direcionado a Secretaria de Educação do Estado – SEC , informando o ocorrido, solicitando algumas medidas.

“ A gente sabe que não depende só da direção da escola, a partir do momento que os vigilantes foram demitidos, a escola ficou mais vulnerável, temos apenas um porteiro, um vice diretor, uma secretaria e uma merendeira trabalhando noite, mas ninguém pra fazer essa ronda. Nosso espaço físico é muito grande e hoje o que posso fazer é pedir socorro a secretaria de educação, infelizmente estamos em março, não foi enviado nenhum recurso financeiro pra pelo menos consertar alguma coisa. A Suprof  começou há alguns anos a construir quatro laboratórios bem no fundo da escola, colocaram o portão e eles [ os criminosos] arrancaram e não tivemos como colocar outro no lugar, estando aberto já fica mais fácil para o acesso deles, por outro lado os muros são muito baixos, colocamos as câmeras e algumas já estão queimadas e não temos recursos para manutenção, então é muito entrave”, finalizou a diretora.

Além da diretora pelo menos sete alunos compareceram a delegacia para fazer o registro e alguns deles estão dispostos a moverem uma ação contra o estado para que, pelo menos o valor dos aparelhos sejam ressarcidos,  já que nada paga pelo trauma vivido.

Sec envia nota afirmando que “o ladrão já está detido”

Enquanto alguns estudantes e a diretora estavam na Delegacia de Policia registrando queixa, a assessoria da SEC encaminhou uma nota de esclarecimento bastante objetiva; “Em relação ao ocorrido no Colégio Estadual Olgarina Pitangueira Pinheiro, em Conceição do Coité, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia informa o assaltante já está detido”. Mas na Delegacia de Coité pelo visto ninguém sabia, nem mesmo os policiais que atendiam as queixas.

Redação CN



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